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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
FARELO DE SOJA, TRIGO: BAIXA; SOJA, ÓLEO DE SOJA, MILHO: ALTA.                                                                                                         
Mercado Externo – Estados Unidos, Ásia: misto; Europa: baixa.

As bolsas em Nova York operam sem direção única na manhã desta quarta-feira, 19 de fevereiro. Na sessão, o principal destaque deve ser a divulgação da ata da última decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed). Na ocasião, o Comitê decidiu sem surpresas por interromper a sequência de cortes à sua taxa de juros, mantendo-a inalterada no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a. O documento deve reforçar a postura cautelosa do FOMC em sua decisão, argumentando que não há pressa para novas reduções nos juros visto que os riscos de um enfraquecimento do mercado de trabalho e os riscos de uma inflação mais resiliente estão mais equilibrados. Além disso, as leituras ambíguas para os indicadores econômicos recentes favorecem uma postura mais paciente pelo Fed, que deve observar a evolução de indicadores de emprego, produção e preços nos próximos meses para acumular informações sobre a conjuntura do país. Dessa forma, a expectativa é de que o FOMC evite sinalizar seus próximos passos e reforce apostas de investidores de que os juros americanos se manterão em patamar mais elevado por mais tempo, o que favorece os rendimentos dos títulos denominados em dólar e tende a fortalecer a moeda globalmente.

Na região da Ásia e Pacífico, os índices futuros encerraram suas operações na quarta-feira de forma mista, com forças distintas atuando sobre o mercado. Na Europa, por sua vez, as bolsas recuam enquanto os investidores interpretam relatórios de lucro e de inflação na região. investidores acompanham a intenção do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de aproximadamente 25% sobre a importação de automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos. Segundo o presidente, a aplicação dessas medidas não deve ocorrer imediatamente, mas a partir de 2 de abril, após os membros de seu gabinete apresentarem relatórios detalhando opções para as novas tarifas de importação. A partir de então, ainda de acordo com Trump, essas tarifas "aumentarão substancialmente ao longo de um ano". A princípio, o anúncio dessas medidas, somado a outras taxações futuras já anunciadas pela administração Trump, poderia intensificar os receios de uma “guerra de tarifas” contra parceiros comerciais, aumentando a incerteza em relação à inflação norte-americana e ao crescimento econômico de outros países. No entanto, a falta de clareza e a percepção de uma postura mais flexível do que o inicialmente previsto por parte do presidente dos EUA têm contribuído para uma avaliação mais ponderada dos riscos pelos agentes de mercado, ao mesmo tempo em que prejudica o desempenho global do dólar nas últimas semanas. Nesse contexto, os investidores devem permanecer atentos a novas informações relacionadas ao tema, bem como manter cautela em relação à efetiva implementação de tais medidas.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) opera no campo negativo, em dia de reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e premiê português. Para acompanhar as principais notícias que movimentam o mercado nesta quarta-feira, acesse a Abertura de Câmbio.

Soja em alta

A soja, em movimento contrário ao que se verifica entre os demais grãos, opera com perdas nesta manhã. Os comerciantes se preparam para uma inundação do produto no mercado, com o avanço da colheita no Brasil confirmando as previsões de uma safra recorde para a oleaginosa no país.

O mercado agrícola segue vigilante à nova política tarifária dos Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump anunciou novas taxas às importações de carros, semicondutores e produtos farmacêuticos. Até o momento, não houve anúncio de tarifas sobre produtos agrícolas.

Milho em alta

Os preços futuros do milho mantêm sua tendência de alta também nesta sessão, colocando-se próximos das suas máximas de 16 meses. A junção de uma forte demanda por exportações dos Estados Unidos, estoques reduzidos para o cereal, além da compra de fundos apoiando os preços, têm sido um importante fator de sustentação dos preços em patamar elevado.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), cerca de 1,6 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação na última semana, acima das expectativas dos analistas, dando continuidade a uma forte sequência de vendas do país.

Trigo em baixa

Os preços futuros do trigo também se valorizavam nesta manhã, mas logo voltaram a cair, ainda assim com o cereal sendo negociado perto do seu nível mais alto verificado em outubro de 2024. Os investidores se preocupam com que o clima frio que atinge algumas regiões produtoras na Rússia e nos Estados Unidos possa trazer prejuízos à safra de inverno que está em desenvolvimento, podendo levar a restrições na oferta.

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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