Em Wall Street, os principais índices futuros em operação acumulam ganhos na manhã desta segunda-feira, 24 de fevereiro. Por hoje a agenda se encontra esvaziada, mas a semana deve contar com importantes dados de inflação (PCE) e o balanço trimestral da gigante do setor de tecnologia, a Nvidia.
Na região da Ásia e Pacífico, os mercados encerraram as suas atividades com algumas perdas. Na Europa, os índices avançam, à medida que os investidores repercutem os resultados das eleições na Alemanha. Um dos poucos destaques da sessão é o resultado das eleições parlamentares da Alemanha, que viu a vitória do partido conservador CDU/CSU (de 24,2% para 28,6% das vagas parlamentares), um colapso do partido de centro-esquerda SPD (de 25,7% para 16,4%), do então primeiro-ministro Olaf Scholz, e um avanço significativo do partido de extrema-direita AfD (de 10,4% para 20,8%). Friedrich Merz, do CDU/CSU, deve se tornar o próximo primeiro-ministro, porém terá uma complicada tarefa de formar coalisões que permitam obter maioria do Legislativo – neste momento, parece mais provável uma aliança com o rival PSD do que com AfD. Investidores devem monitorar a velocidade com que esse novo governo será formado para avaliar suas condições de guiar a economia alemã. Adicionalmente, os agentes do mercado financeiro monitoram o noticiário vindo de Washington, atentos a novidades sobre a política comercial dos EUA e de seus esforços para buscar um fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, ambos fatores de tensões geopolíticas neste começo de governo do presidente Donald Trump. Para acompanhar maiores detalhes sobre os assuntos que movimentam o mercado neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia com ganhos. O Boletim Focus divulgado nesta manhã não trouxe mudanças tão relevantes para as perspectivas de elementos importantes da economia brasileira.
Os contratos futuros da soja apresentam alguns recuos na manhã desta segunda-feira, 24 de fevereiro, mas logo se recuperaram. O movimento acontece enquanto a colheita de uma safra recorde de soja avança no Brasil, inundando o mercado com um grande volume da oleaginosa.
Na Argentina, as safras de inverno vêm diminuindo nos últimos dias, com poucas perdas, sendo incapazes, até o momento, de tornar o fornecimento do produto apertado mundialmente.
No mercado do milho, os preços futuros recuam de suas máximas de 18 meses, atingida na última sexta-feira, 21 de fevereiro, no pregão noturno de hoje, pressionados pelas expectativas relacionadas ao plantio do cereal nos Estados Unidos. Espera-se que os agricultores do país respondam aos preços mais elevados com uma maior área de plantio para este ciclo produtivo, buscando uma maior realização de lucros.
Na semana passada, o milho chegou a subir cerca de 10% devido à forte demanda por exportações de milho, que vem sendo observada nas últimas semanas, e reforçada pelo último relatório de exportações semanais dos Estados Unidos.
Os preços do trigo também recuam nesta manhã, com a notícia de que a cobertura de neve protegeu as lavouras de trigo em regiões que enfrentaram frio intenso nos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia.
Pode-se dizer que o aumento dos preços do milho favoreceu um aumento dos preços também para o trigo, devido à competitividade entre os dois produtos. O trigo acumulou ganhos de mais de 8% até o momento neste ano.






