Nos Estados Unidos, os principais índices futuros com atividade em Nova York operam com ganhos na manhã desta quinta-feira, 27 de fevereiro. No exterior, as incertezas em relação à aplicação de tarifas de importação pelo governo de Donald Trump e alguns indicadores mais fracos que o esperado mantém os investidores em postura de leve cautela. Nesse sentido, a divulgação da segunda estimativa para o PIB americano do quarto trimestre e dos números semanais de auxílio-desemprego devem ajudar os agentes do mercado financeiro a calibrar expectativas para o desempenho da economia e para a trajetória dos juros no país.
Entre os mercados asiáticos, os mercados encerraram o dia a maioria com ganhos, sustentados pela startup de inteligência artificial, DeepSeek. Na Europa, os mercados acumulam perdas após ameaças de Donald Trump impor tarifas de 25% sobre as importações da União Europeia.
No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV) inicia o dia em queda. Internamente, investidores aguardam pela divulgação do resultado primário do governo central de janeiro, em meio a um maior pessimismo em relação à trajetória das contas públicas do país. A piora da avaliação do governo federal nas pesquisas recentes gerou temores de que ele possa ampliar estímulos fiscais para tentar a reverter a queda de sua popularidade, temores ampliados pelas divulgações de expansão de alguns programas públicos, como Pé-de-Meia, Farmácia Popular e FGTS. Adicionalmente, os números melhores que o antecipado para o mercado de trabalho brasileiro eleva as preocupações com a dinâmica inflacionária no Brasil, em particular se os temores fiscais se mostrarem verdadeiros. Para acompanhar os temas que devem movimentar os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
A soja acumula novos ganhos na manhã desta quinta-feira, 27 de fevereiro. Ainda assim, a oleaginosa permanece abaixo de suas máximas atingidas recentemente. Os contratos futuros operam pressionados pelos temores de que as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pudessem prejudicar o comércio agrícola, limitando o crescimento econômico global, a partir da redução da demanda por grãos e oleaginosas.
Os preços futuros do milho também se valorizam nesta sessão, em decorrência dos temores causados pelo anúncio de que as tarifas dos Estados Unidos sobre as importações do México e Canadá.
Por outro lado, os preços futuros do milho sofrem pressão por expectativas de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, para a sigla em inglês) indique mudanças na área plantada de soja, em uma tentativa de realização de lucros por parte dos agricultores.
Os preços futuros do trigo continuam caindo, por mais uma sessão consecutiva em Chicago, à medida que as safras de inverno resistem às adversidades climáticas em importantes players desse mercado, como Rússia e Estados Unidos. Conforme observaram alguns analistas, as safras resistiram à estação fria no hemisfério norte, sem grandes danos à produtividade das lavouras.
Os preços elevados do milho também puxaram os preços do trigo, devido à competitividade entre ambos os cereais.





