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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Júlia Viana
 
 
 
SOJA, FARELO DE SOJA, TRIGO, MILHO: ALTA; ÓLEO DE SOJA: BAIXA.                                                                                                    
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa, Ásia: baixa.

Nos Estados Unidos, os principais índices futuros operam todos com perdas na manhã desta segunda-feira, 10 de março. Em dia de agenda fraca, a taxa de câmbio do real rondava a estabilidade nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,79 (09h40min), em linha com um movimento de enfraquecimento global do dólar. No exterior, o cenário é de preocupação com a aparente perda de dinamismo da economia americana, levando em um ambiente de negócios mais avesso ao risco e favorecendo o desempenho de ativos considerados “portos seguros” em momento de estresse e incerteza, como o iene japonês e o franco suíço. Essa preocupação é resultado de alguns dados recentes mais fracos para o país (como vendas do varejo, índices de confiança de consumidores e de empresários e uma leve elevação da taxa de desemprego) e, principalmente, pela inconsistência e imprevisibilidade das políticas econômicas do país neste início de governo de Donald Trump, que já realizou diversas mudanças bruscas em menos de dois meses e que ainda promete realizar cortes em massa do funcionalismo público dos EUA. Nesse sentido, as falas do presidente americano em entrevista ontem, que evitou avaliar sobre as possibilidades de uma recessão econômica e afirmou que poderia aumentar as tarifas planejadas sobre México e Canadá, contribuem para a sensação de insegurança dos investidores. Para acompanhar com mais detalhes as movimentações dos mercados internacionais, acesse a Abertura de Câmbio.

Entre as bolsas da região da Ásia e Pacífico, a tendência que predominava era de baixa, ao longo da sessão na região. Os investidores se mantêm atento aos fabricantes de aço, antes que comece a valer as tarifas de 25% sobre o comércio de aço e alumínio da região. Na Europa, os mercados também seguem a tendência internacional de baixa, em meio a preocupações sobre o desenrolar da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos.

No Brasil, o índice futuro Ibovespa (IBOV), inicia a segunda-feira, 10 de março, no campo negativo. No mercado de ativos, o JPMorgan recomendou aos investidores que retirassem seus investimentos do México e transferissem para empresas brasileiras, por acreditar que o Brasil pode estar próximo do fim do ciclo de alta, podendo ser um gatilho importante para o preço das ações.  

Soja em alta

As cotações da soja em Chicago começaram a semana em queda, em meio às tensões comerciais entre EUA e China, mas voltaram a subir ao longo da manhã. Com a retaliação chinesa sobre as tarifas de Trump, as expectativas são de que o país asiático concentre ainda mais suas compras na soja brasileira, situação que já pode estar acontecendo, uma vez que os prêmios nos portos do Brasil se fortaleceram na semana anterior.

Por mais que não se esperem mudanças no nível da demanda mundial por soja, essa “guerra” tarifária levaria a uma reorganização dos fluxos mundiais do grão, prejudicando os EUA em detrimento do Brasil, pelo menos num primeiro momento.

Destaca-se que, a exemplo do ocorrido no primeiro mandato Trump, um acordo entre EUA e China pode demorar para ser alcançado, ainda mais nesse contexto de que não há restrições pelo lado da oferta mundial de soja.

Milho em alta

Já no caso do milho, as cotações registram alta, com o adiamento das tarifas dos EUA sobre o México, lembrando que alguma retaliação poderia envolver o cereal e o México é o principal destino das exportações norte-americanas de milho. Destaca-se, também, que o contexto de queda do dólar contribuiu para essa alta do milho, pois favorece a competitividade dos EUA, num momento em que as exportações do cereal já estão aquecidas.

A safrinha brasileira também está no radar, com o mercado acompanhando o clima por aqui. As estimativas continuam indicando uma produção favorável de milho na segunda safra, com os atrasos iniciais do plantio tendo se recuperado, mas o clima será central nas próximas semanas e especialmente em abril, com o cereal entrando nas fases reprodutivas.

Trigo em alta

O trigo também registrou ganhos, favorecido pelo contexto de queda do dólar no mercado internacional, além de preocupações com o clima em regiões produtoras.

A falta de umidade para o trigo em partes do EUA e no sul da Rússia traz um alerta, lembrando que a maior parte do cereal é produzida no ciclo de inverno e a umidade é fundamental após o período de dormência. De qualquer forma, por enquanto, as condições da safra russa estão favoráveis.

TABELAS E INDICADORES
image 109333
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 109334
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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