Grãos | Chamada de Abertura
Soja, farelo, óleo, Milho e Trigo: alta.
Mercado externo em queda
Nesta quarta-feira (15), o pessimismo que predomina sobre os mercados mundiais desde o início da semana passada segue presente. Ontem, as ações norte-americanas até ameaçarem uma recuperação no pré-mercado, mas no fechamento do dia elas novamente apresentaram baixa (Dow Jones: -0,84%, S&P 500: -0,57%, Nasdaq: -0,45%). Lembrando que historicamente setembro é um período ruim para Wall Street, com um levantamento feito pela empresa CFRA mostrando que desde 1945 as bolsas dos EUA caem em média 0,56% no mês. Na Europa, a terça-feira também foi de perdas (FTSE 100: -0,49%, CAC 40: -0,36%, Stoxx Europe 600: -0,01%, DAX 30: +0,14%).
Na agenda de hoje, o grande destaque nos EUA é a divulgação dos dados de produção industrial referentes ao mês de agosto. Ele será mais um indicador que mostrará os impactos ou não do novo surto de Covid-19 sobre a maior economia do globo. No momento, o que predomina é o entendimento de que a recuperação econômica do país está desacelerando, o que gera as quedas nas ações. Além disso, o setor que estará em destaque será o de cassinos, após a região administrativa especial da China de Macau anunciar que planeja aumentar a regulação sobre as casas de jogos de azar do país. Apesar da medida ainda ser provisória, relativa a um período de testes de 45 dias, ela deve derrubar as ações dos cassinos americanos que possuem operações na cidade asiática.
Na Europa, o grande anúncio desta quarta foi a divulgação de que a inflação no Reino Unido subiu 3,2% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, maior valor em mais de nove anos. Na base mensal, o avanço foi de 1,2%, percentual mais elevado desde o início da série histórica, em 1997. Com isso, aumentam as pressões para que o Bank of England, banco central do Reino Unido, comece a diminuir seu programa de estímulos econômicos. Na semana passada, o Banco Central Europeu já fez isso.
Além da inflação britânica, o outro grande fator responsável pelas perdas dos investidores na Europa foram novos sinais de desaceleração da economia asiática. No dia de hoje, foi divulgado na China que as vendas no varejo no país em agosto cresceram apenas 2,5% na comparação anual, frente a expectativa de 7,0%. Os dados de produção industrial também foram decepcionantes, embora a diferença em relação às expectativas não tenha sido tão gritante: 5,3%, frente a previsão de 5,8%. Esses dados foram anunciados em um momento em que o país está impondo restrições à circulação em Fujian, província com mais de 40 milhões de habitantes, o que mostra que a expectativa de contenção de novos casos de Covid-19 ainda não é uma realidade. Também contribuiu para as perdas a difícil situação da desenvolvedora imobiliária China Evergandre Group, que anunciou que dificilmente pagará em setembro os juros da sua dívida bilionária. Com isso, a maioria das bolsas do continente asiático fecharam em baixa (Hang Seng: -1,84%, Nikkei 225: -0,52%, Shanghai Composto: -0,17%, Kospi: +0,15%).
Soja em alta
Nesta quarta-feira (15), os mercados futuros de soja operam em campo positivo. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.290,50 USD cents/bushel. O movimento de alta ganhou força após sinais de aumento da demanda pela oleaginosa estadunidense – como noticiado, nessa segunda-feira (13), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) registrou uma grande venda, no volume de 132,0 mil toneladas de soja a um destino ainda desconhecido. Contudo, vale lembrar que os portos ao sul do país, na região do Golfo do México, ainda não normalizaram suas operações após a passagem do furacão Ida.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta quarta-feira (15). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 527,25/bu. Os preços futuros encontram apoio na piora da condição de safra registrada nos EUA, após o USDA ter reportado queda de 1 ponto percentual no comparativo semanal, passando de 59% bom/excelente para 58%. Além disso, os agentes monitoram os modelos de previsão climática, que apontam volumes limitados de precipitação para a região Centro-Oeste dos EUA.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta quarta-feira (15), impulsionados pela revisão das estimativas para a produção canadense e pela desvalorização do dólar estadunidense. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 705,00/bu. De acordo com a Stats Canada, a produção total de trigo no país deve chegar a 21,7 milhões de toneladas – no comparativo com a estimativa de agosto/21, o novo volume indica uma redução de 5,24%. Se concretizada, no comparativo anual, isso indicará uma queda de 38,4% sobre a produção do Canadá – o volume mais baixo em 14 anos.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot