Grãos | Chamada de Abertura
Soja, farelo, óleo e Milho: queda. Trigo: misto.
Mercado externo misto
Nesta sexta-feira (17), os índices futuros dos EUA não indicam uma direção clara para os mercados no momento de abertura. Na Europa, os pregões em funcionamento também têm um dia de incertezas, com ganhos e perdas se alternando. Assim, a falta de uma direção definida, que predominou ao longo de toda semana, marca também o último dia desse período. Ontem, as bolsas americanas devolveram os ganhos de quarta (Dow Jones: -0,18%, S&P 500: -0,16%, Nasdaq: +0,13%), enquanto as europeias recuperaram as perdas (FTSE 100: +0,16%, DAX 30: +0,23%, Stoxx Europe 600: +0,44%, CAC 40: +0,59%).
Como vem sendo aqui mencionado, setembro é historicamente um momento ruim para o mercado financeiro norte-americano e, dado o tamanho e influência dele, acaba sendo um mês de desvalorizações em boa parte das bolsas mundiais. Em 2021, o pessimismo dos investidores está relacionado ao fraco número de criação de empregos e ao contínuo avanço da variante Delta nos EUA, que apontam para a diminuição do ritmo de recuperação da economia norte-americana. Além disso, a desaceleração chinesa traz o temor de uma diminuição da atividade econômica a um nível global, acabando de completar o quadro de incertezas. Em meio a isso, as únicas grandes economias que ainda vem apresentando fortes números de crescimento estão na Europa, com os mercados financeiros do continente sendo impulsionados por isso ao mesmo tempo em que são pressionados pelo pessimismo na economia global.
Falando especificamente sobre hoje, a divulgação mais importante a ser feita nos EUA é o índice de confiança dos consumidores, feito pela Universidade de Michigan. Após forte recuperação no segundo semestre de 2020 e principalmente no primeiro semestre de 2021, nas últimas divulgações o indicador voltou a ficar em níveis similares aos do início da pandemia. Além disso, essa sexta-feira é marcada pelo denominado “quadruple-watching”, termo que se refere ao dia em que ocorre o vencimento de ações, de opções de ações, de índices futuros de ações e de single-stocks-futures. Com isso, é possível que Wall Street apresente alta volatilidade.
Na Europa, os destaques positivos são as empresas de aviação e as hoteleiras, após boatos de que a Grã-Bretanha estava cogitando flexibilizar suas restrições de viagens. Também tem ganhos as companhias relacionadas ao consumo de luxo, que se recuperam após temores de diminuição das compras na China terem derrubado suas cotações no início da semana.
Na China, a turbulência causada pelas dificuldades da incorporadora imobiliária China Evergrande Group levou o Banco Central do país a injetar US$ 14 bilhões na economia, buscando aliviar os estresses do mercado. Isso fez com que as bolsas de Xangai e Hong Kong se valorizassem, com as duas fechando o dia com ganhos de 0,19% e 1,03%, respectivamente.
No mercado de commodities, importante destacar que as dificuldades enfrentadas pelas empresas do ramo imobiliário, aliada a desaceleração da economia chinesa como um todo, estão causando uma queda abrupta nos preços do minério de ferro. Desde suas máximas, no final de julho, o ferro já perdeu mais de 45% do seu valor na bolsa de Singapura.
Soja em queda
Nesta sexta-feira (17), os mercados futuros de soja operam em campo negativo. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.287,25 USD cents/bushel. Os danos causados pela passagem do furacão Ida sobre a região portuária do Golfo do México seguem no radar dos agentes. As incertezas quanto a capacidade de exportação dos EUA em seu período de pico preocupa os mercados e pressiona as cotações. Ainda ontem (16), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou os dados de vendas de exportação, referentes a semana encerrada no dia 9 de setembro, indicando um volume de, aproximadamente, 1,26 milhão de toneladas. Na comparação semanal, o volume apresenta uma queda de 14,1%.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta sexta-feira (17). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 528,00/bu. O movimento de queda ganhou força com o avanço da colheita do milho e o aumento dos custos de frete na região do Golfo, nos EUA. Os dados de vendas de exportação do USDA, divulgados nessa quinta-feira (16), indicaram um volume semanal total de 246,6 mil toneladas de milho – valor bem abaixo da semana anterior, encerrada no dia 2 de setembro, de 905,8 mil toneladas.
Trigo misto
Os futuros do trigo operam em sentidos opostos, nesta sexta-feira (17). Durante o pregão noturno, as bolsas de Chicago e Kansas operaram em alta, impulsionadas pela desvalorização do dólar estadunidense e pelas notícias, divulgadas no começo da semana, de perdas de safra na França e no Canadá. Contudo, em Minneapolis, os preços são pressionados pela perspectiva de maior safra de primavera na Austrália – no total, estimativas apontam que a produção australiana de trigo deve ficar próxima a 32,66 milhões de toneladas. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 714,00/bu.
Por fim, os dados de vendas de exportação do USDA indicaram aumento semanal significativo sobre o volume de vendas de trigo. Na semana encerrada no dia 9 de setembro, as vendas totalizaram 617,1 mil toneladas, cerca de 58,9% acima da semana anterior.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot