Grãos | Chamada de Abertura
Soja, Óleo, Milho e Trigo: alta. Farelo: queda.
Mercado externo em alta
Nesta quarta-feira (22), as bolsas dos EUA e da Europa apresentam tendência de ganhos. Em relação à ontem, isso representa uma inversão das expectativas em Wall Street (Dow Jones: -0,15%, S&P 500: -0,08%, Nasdaq: +0,22%), mas uma manutenção do apetite ao risco nos mercados europeus (Stoxx Europe 600: +1,00%, FTSE 100: +1,12%).
No dia de hoje, o foco dos investidores está voltado para o anúncio da decisão tomada pelo Federal Reserve (Fed) acerca da política monetária norte-americana. A divulgação está agendada para ser feita às 15h (horário de Brasília), com o presidente da instituição, Jerome Powell, dando sua declaração em seguida, às 15h30.
O foco dos investidores estará voltado para possíveis mudanças no programa de estímulos econômicos, que atualmente rondam os US$ 120 bilhões mensais. Na análise da maioria dos agentes, o mais provável é que o Fed mantenha seu discurso de que a aceleração inflacionária é temporária e de que a recuperação econômica ainda não está completa, o que justificaria manter o programa de incentivos inalterado até o final do ano. Mesmo assim, também é da opinião da maior parte dos analistas que será anunciado um compromisso em começar a diminuir esses estímulos ainda em 2021, ainda que sem anunciar com exatidão uma data, um ritmo ou um tamanho para os cortes.
Sobre a política de juros, qualquer mudança em relação ao patamar atual de entre 0% e 0,25% seria extremamente inesperada. O que pode mudar são as expectativas dos burocratas do Fed em relação a taxa no longo prazo. No último anúncio, grande parte via os juros baixíssimos até 2023, mas a aceleração da inflação pode ter alterado os sentimentos dos membros do Fed.
Enquanto não é anunciada a decisão do Fed, o que vem impulsionando os mercados europeus são notícias mais positivas em relação ao China Evergrande Group e, consequentemente, ao mercado financeiro chinês como um todo. Um primeiro anúncio altista foi de que serão pagos os juros de parte dos títulos da empresa denominados em yuan e com vencimento nessa próxima quinta-feira. Outro fator que deu mais confiança para os investidores foi um boato de que o Estado chinês está elaborando um plano para assumir a direção da empresa, o que eliminaria os riscos de inadimplência e de efeitos cascata. Por fim, o governo chinês também injetou mais liquidez no mercado através da compra de títulos de curto prazo com capital do People’s Bank of China, banco central do país, com o objetivo de aumentar o dinheiro em caixa das empresas do país e, assim, diminuir possíveis dificuldades do momento atual. Com todas essas medidas, a bolsa de Xangai voltou de um feriado de dois dias em alta, com o índice Shanghai Composto avançando 0,40%. Em Hong Kong, os mercados financeiros não funcionaram.
Soja em alta
Nesta quarta-feira (22), os mercados futuros de soja operam em campo positivo, sustentados pelos rumores de uma nova grande compra da oleaginosa dos EUA por parte da China. A expectativa dos mercados é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) confirma a nova venda ainda hoje. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.277,75 USD cents/bushel. Contudo, vale lembrar que as incertezas relacionadas à retomada das operações nos portos da região do Golfo, nos EUA, seguem em sentido contrário, gerando pressão sobre os preços futuros.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta quarta-feira (22). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 520,50/bu. Apesar do avanço da colheita da safra estadunidense de milho, que tende a gerar pressão sobre os preços futuros, os mesmos encontraram apoio na expectativa otimista dos agentes quantos às exportações do país.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta quarta-feira (22). Apesar da alta do dólar estadunidense, os futuros do trigo encontram apoio na alta dos preços do milho. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 699,75/bu. No mais, a SovEcon atualizou suas estimativas para a produção russa de trigo em 2021, após uma produtividade acima daquela inicialmente esperada na região da Sibéria. Em comparação à estimativa anterior, a SovEcon adicionou cerca de 200 mil toneladas, totalizando 76,2 milhões de toneladas de tirgo.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot