Grãos | Chamada de Abertura
Soja, Farelo, Óleo, Milho e Trigo: queda.
Mercado externo em queda
Nesta sexta-feira (24), os mercados mundiais voltam a apresentar tendência de desvalorização, com as ações devolvendo parte dos ganhos conquistados nos últimos dois dias. Ontem, os principais índices dos EUA e da Europa tiveram fortes ganhos (EUA: Nasdaq, +1,04%; S&P 500, +1,21%; Dow Jones, +1,48%; e Europa: FTSE, -0,07%; DAX 30, +0,88%; Stoxx Europe 600, +0,93%; CAC 40, +0,98%).
O que provoca essa queda generalizada nas cotações é a volta das preocupações com a incorporadora imobiliária China Evergrande Group. Após duas sessões de alívio, em que a confiabilidade da empresa aumentou devido ao pagamento de dívidas denominadas em yuan e ao surgimento de boatos de ajuda estatal, as ações do conglomerado despencaram 11,61% em Hong Kong depois de ter sido anunciado que detentores de títulos denominados em dólar e com prescrição na quinta-feira (23) não foram pagos. O Evergrande Group ainda não está oficialmente inadimplente, já que ele possui um período de carência de 30 dias em que ele ainda pode efetuar o pagamento desses 83,5 milhões de dólares em juros sem cair em default. Mesmo assim, o futuro da companhia não parece nada promissor. Isso fez com que o índice Hang Seng, referência para bolsa de Hong Kong, fechasse em queda de 1,45%, enquanto o índice Shanghai Composto, referente a Xangai, encerrou o pregão com perdas de 0,80%.
Para além dessa notícia global, alguns acontecimentos locais também influenciam ou podem vir a influenciar as cotações. Nos EUA, o grande destaque na agenda de hoje é uma fala de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), que acontece às 11h (horário de Brasília). Discursando em um evento que discutirá perspectivas para a recuperação econômica, Powell pode vir a dar mais dicas sobre o momento em que o programa de estímulos econômicos do Fed começará a diminuir.
Na Europa, ajuda no sentimento baixista a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ifo. Os resultados dela mostram que a moral para os negócios na Alemanha caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro. Isso, somado ao PMI fraco para a zona do euro divulgado ontem, traz preocupações acerca de uma possível desaceleração da economia europeia.
Também traz preocupações as dificuldades de oferta apresentadas pelo Reino Unido. No momento, o país está enfrentando uma escassez de caminhoneiros, o que vem impedindo o transporte até das mercadorias mais básicas, como combustíveis e alimentos, que estão tendo que ser racionados. Isso acontece no mesmo mês em que o governo está cortando seu programa pandêmico de auxílio emergencial e na mesma semana em que o Bank of England (banco central do Reino Unido) anunciou que aumentos na taxa de juros podem vir a acontecer ainda no final desse ano devido a aceleração inflacionária.
Soja em queda
Nesta sexta-feira (24), os mercados futuros de soja operam em campo negativo. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.281,75 USD cents/bushel. De acordo com a sazonalidade dos preços futuros no hemisfério norte, os futuros da soja apresentam tendência de queda em decorrência do avanço da colheita nos EUA. Além disso, outro fator que também tem gerado preocupação e segue sendo monitorado pelos agentes são as incertezas econômicas chinesas. Em relação aos dados semanais de vendas de exportação dos EUA, referentes a semana encerrada no dia 16 de setembro, para 2021/22, as vendas da oleaginosa totalizaram 902,9 mil toneladas.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta sexta-feira (24). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 526,50/bu. O movimento de queda ganhou força com os sinais de melhor produtividade para as safras dos EUA e da Ucrânia. Por outro lado, as perdas são limitadas pelo aumento semanal do volume de vendas de exportação dos EUA. De acordo com os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), nessa quinta-feira (23), para 2021/22, as vendas semanais totalizaram 373 mil toneladas, ou um avanço de 51,27%.
Trigo em queda
Os futuros do trigo operam em queda, nesta sexta-feira (24), pressionados pela valorização do dólar estadunidense. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 715,75/bu. Além disso, em relação aos dados de vendas de exportação, publicados ontem (23, pelo USDA, as vendas de trigo chegaram a 355,9 mil toneladas, cerca de 42% abaixo da semana anterior.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot