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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Soja, Farelo, Óleo, Milho e Trigo: queda.
Mercado externo em queda
Nesta terça-feira (28), a aversão ao risco faz as principais bolsas mundiais apresentarem tendência de desvalorização, sentimento que vem sendo recorrente neste mês de setembro. Ontem, os mercados fecharam mistos tanto nos EUA (Nasdaq: -0,52%, S&P 500: -0,28%, Dow Jones: +0,21%), como na Europa (Stoxx Europe 600: -0,19%, FTSE 100: +0,17%, CAC 40: +0,19%, DAX 30: +0,27%).
Na sessão de hoje, as ações norte-americanas são pressionadas por alguns fatores. Um deles é a recente valorização dos juros dos títulos da dívida pública dos EUA, que alcançaram ontem remuneração de 1,5%, maior valor desde junho. Com o ativo mais seguro do mundo se tornando mais atrativo em meio a incertezas e pressões inflacionárias, está ocorrendo um movimento em direção à renda fixa, o que pressiona as ações. Ademais, segue no radar dos investidores a possibilidade de uma redução da capacidade de funcionamento dos serviços do governo federal. Isso porque o prazo para os congressistas aprovarem o próximo orçamento estatal é a próxima quinta-feira, mas disputas acerca do teto de gastos e de planos de investimento em infraestrutura e bem-estar social vem tornando difíceis as negociações. Por fim, hoje o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, irá ao Senado responder a questionamentos referentes ao atual funcionamento da economia. Podem ser reveladas pistas sobre o momento de redução dos estímulos econômicos e de elevação dos juros, com o efeito das falas sobre os mercados podendo variar conforme as respostas.
Na Europa, os índices também estão sendo pressionados pelo aumento da remuneração dos títulos do tesouro norte-americano. Além disso, pesa sobre os sentimentos dos investidores novos sinais de desaceleração da economia chinesa, o que levou o Goldman Sachs a reduzir sua expectativa de crescimento do PIB do país de 8,2% para 7,8%. No momento, o que vem pesando sobre a economia da China e também sobre a da Europa são altas recordes nos preços de energia. Com enorme demanda por gás natural e baixa oferta, o preço dessa commodity mais que triplicou no último ano, o que aumentou muito os gastos das famílias e das indústrias. Vem sendo relatado que em diversas províncias chinesas empresas estão optando por interromper ou diminuir sua produção a fim de evitar os gastos com gás natural.
Apesar de todos esses problemas, as bolsas da China fecharam com ganhos nesta terça (Shanghai Composto: +0,54%, Hang Seng: +1,20%). Isso porque o People’s Bank of China, banco central do país, mais uma vez acalmou os mercados, prometendo que a crise no setor imobiliário será superada e injetando novamente bilhões de yuans.
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Soja em queda
Nesta terça-feira (28), os mercados futuros de soja operam em campo negativo, pressionados pelo avanço da colheita na região Centro-Oeste dos EUA. Contudo, o otimismo dos agentes quanto a retomada das operações portuárias na região do Golfo limitou o movimento de queda. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.283,00 USD cents/bushel.
Ainda ontem (27), os dados de inspeção das exportações, publicados pelo Departamento de Agricultura nos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), indicaram um aumento semanal de 58,9%, totalizando 440,74 mil toneladas. Apesar desse aumento, no comparativo anual, o volume registrado está bastante abaixo daquele registrado no mesmo período do ano passando, quando foram embarcadas 1.297,6 mil toneladas de soja. No ano comercial corrente, o volume acumulado apresenta um déficit de mais de 4,06 milhões de toneladas.
 

Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta terça-feira (28), pressionados pelo avanço da colheita da safra estadunidense (14%, até 26 de setembro) e rumores de uma possível redução dos mandados de mistura de biocombustíveis. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 538,50/bu. Contudo, destaca-se que os dados semanais de exportações dos EUA e o aumento dos preços no setor energético limitam as perdas.

De acordo com a divulgação do USDA, na semana encerrada no dia 23 de setembro, foram embarcadas 517,54 mil toneladas de milho, cerca de 28,3% acima da semana anterior, porém 37,4% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. Assim como as da soja, o ritmo das exportações de milho está abaixo do ano comercial anterior, acumulando uma diferença de quase 1,68 milhão de toneladas.

 

Trigo em queda
Os futuros do trigo operam em queda, nesta terça-feira (28), pressionados pela valorização do dólar estadunidense e queda semanal das exportações. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 721,25/bu. Em relação aos embarques físicos dos EUA, referentes a semana encerrada no dia 23 de setembro, foram registradas 286,09 mil toneladas de trigo – valor significativa abaixo da semana anterior e do mesmo período do ano passado, respectivamente, -49,3% e -51,4%. No ano comercial corrente, o USDA registra um acumulado pouco acima das 8,0 milhões de toneladas.
Destaca-se que os mercados mantêm o mercado brasileiro no radar, após a Abitrigo, no Brasil, ameaçar suspender as importações de trigo da Argentina, caso a agência de biossegurança brasileira, CTNBio, autorize a entrada de uma variedade de trigo geneticamente modificado, desenvolvida pela Bioceres SA, na Argentina. Em um cenário de queda das importações brasileiras de trigo de origem argentina, isso poderia resultar em um aumento da demanda pelo trigo dos EUA.
 
tabela de indicadores
image 18766
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 18767
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
image 18768
**estimativa StoneX
evolução dos contratos futuros na cbot
Soja
 
Milho
Trigo
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
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