Mercado externo misto
Nesta sexta-feira (8), os índices futuros norte-americanos indicam que Wall Street abrirá em estabilidade. Na Europa, os mercados em funcionamento apresentam em sua maioria perdas pouco significativas. Ontem, o dia foi de fortes ganhos nos dois lados do Atlântico (EUA: S&P 500, +0,83%; Dow Jones, +0,98%; Nasdaq: +1,05%/ Europa: FTSE 100, +1,17%; Stoxx Europe 600, +1,60%; CAC 40, +1,65%, DAX 30, +1,85%).
Na agenda de hoje, o principal anúncio aguardado pelos investidores e o responsável pela prudência dos agentes é a divulgação do relatório de payroll dos EUA, que mostrará o número de empregos criados no país no mês de setembro. Tanta atenção vem sendo dada para esse relatório, pois ele indicará o ritmo da recuperação econômica norte-americana, dando o tom para a confiança e a propensão ao risco dos investidores. Mais que isso, há um consenso de que caso os números não venham muito abaixo das expectativas - que é de 500 mil novas vagas -, o Federal Reserve começará a diminuir o seu programa de estímulos, que no momento injeta US$ 120 bilhões mensalmente nas empresas do país. A divulgação do payroll será feita ainda antes da abertura de Wall Street.
Também vale a pena destacar que os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano atingiram suas maiores cotações desde junho, chegando ao patamar de 1,60%. Os títulos de outros países centrais também vêm aumentando. Esse é um fator de pressão sobre os mercados acionários, já que a segurança dos títulos combinada com maiores rendimentos gera uma transferência de capital das ações para eles.
Na Ásia, o destaque de hoje é que os mercados financeiros da China voltaram a funcionar, após ficarem fechados por sete dias devido a um enorme feriado nacional. Apesar da crise energética e da crise de crédito no setor imobiliário, o índice Shanghai Composto mostrou valorização de 0,67%. Nas outras bolsas do continente, essa sexta também foi de ganhos (Kospi: +0,11%, Hang Seng: +0,27%, Nikkei 225: +1,34%).
Soja em alta
Nesta sexta-feira (8), os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.257,25 USD cents/bushel. A tendência de alta ganhou força após os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) indicarem um total de 1,042 milhão de toneladas para 2021/22, com destaque à demanda chinesa e indonésia, com 671,3 e 128,4 mil toneladas, respectivamente. Ademais, o nível ajustado de oferta global de óleos vegetais segue fornecendo apoio ao complexo de soja.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta sexta-feira (8). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 537,50/bu. Apesar do avanço da colheita nos EUA, que tende a pressionar os preços futuros em razão do aumento da oferta do grão disponível no mercado, os contratos futuros em Chicago encontram apoio em possíveis problemas de qualidade na produção chinesa. Com uma produção esperada de 273,0 milhões de toneladas (estimativa do USDA), a China deve obter uma safra com qualidade abaixo do esperado após fortes chuvas atingirem a região norte do país, principal região produtora chinesa e onde a safra se encontra em fase de colheita.
Em relação aos dados semanais de vendas de exportação, referentes a semana encerrada no dia 30 de setembro, o USDA registrou um volume semanal de 1,265 milhão de toneladas de milho para 2021/22 – destaque ao México, responsável por 801,4 mil toneladas.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta sexta-feira (8), impulsionados pela desvalorização do dólar estadunidense e forte demanda global pelo cereal. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 745,00/bu. Os dados de vendas de exportação dos EUA, divulgados ainda ontem (7), indicaram aumento de 15% sobre o volume semanal de vendas, totalizando 333,2 mil toneladas, na semana encerrada no dia 30 de setembro.