Mercado externo em alta
Nesta quarta-feira (13), os índices futuros dos EUA indicam que Wall Street abrirá com ganhos, tendência já observada nos mercados europeus em funcionamento. Com isso, as bolsas recuperam as moderadas perdas de ontem (EUA: Dow Jones, -0,34%; S&P 500, -0,24%; Nasdaq, -0,14%/ Europa: DAX 30, -0,34%; CAC 40, -0,34%; FTSE 100, -0,23%; Stoxx Europe 600: -0,07%).
Na agenda de hoje, o destaque é o Índice de Preços ao Consumidor dos EUA, divulgado às 9h30 (horário de Brasília). Os dados vieram ligeiramente acima das expectativas, mostrando inflação de 0,4% na comparação mensal e de 5,4% na base anual. Portanto, a inflação nos EUA ainda está nos patamares mais elevados desde 2008, impulsionada pela forte retomada da demanda em um cenário de disrupção das cadeias globais de oferta. Hoje, foi anunciado que a Apple cortará em 10% sua produção do Iphone 13 devido à escassez de chips.
Além dos efeitos diretos causados pela aceleração inflacionária, os dados do Índice de Preços ao Consumidor também serão usados na discussão de política monetária. Aqueles que defendem uma redução dos estímulos econômicos e, possivelmente, um aumento dos juros, ganham um novo dado para sustentar sua posição. Ontem, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, deu uma declaração contestando a ideia de que a inflação é temporária. Como pelo sexto mês seguido o aumento de preços ficou acima dos 4%, essa posição está ganhando cada vez mais adeptos, deixando cada dia mais próximo o momento de mudança da política econômica do Federal Reserve. Hoje, às 15h, será divulgada a ata da última reunião da instituição.
Ainda nos EUA, atenção para o início da temporada de divulgação dos resultados do terceiro trimestre das empresas listadas em bolsa. Nas divulgações referentes ao segundo trimestre, a grande maioria das companhias norte-americanas apresentaram números positivos, refletindo o momento de forte recuperação da economia. Agora, após um trimestre conturbado, há temores de resultados mais fracos. Hoje, o banco JP Morgan anuncia seus números, com o restante das instituições bancárias do país divulgando ao longo da semana.
Por fim, vale a pena mencionar que a escassez de componentes também está afetando a produção na União Europeia, com dados mostrando que isso causou queda de 1,6% na produção industrial em agosto. Já na China, a balança comercial de setembro surpreendeu, já que mesmo com as dificuldades trazidas pelas crises nos setores imobiliário e energético, as exportações aumentaram 28% na comparação anual. Nesta quarta, a maioria das bolsas da Ásia fecharam com ganhos (Nikkei 225: -0,32%, Hang Seng: +0,23%, Shanghai Composto: +0,42%, Kospi: +0,96%).
Soja em alta
Nesta quarta-feira (13), os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.204,25 USD cents/bushel. Apesar de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ter revisado positivamente sua estimativa para a produção mundial de soja, agora em 385,14 milhões de toneladas (2021/22), os futuros são sustentados pelo otimismo dos agentes quanto às exportações estadunidenses.
Outros dados divulgados pelo USDA, nessa terça-feira (12), apontam para uma taxa de colheita da safra dos EUA equivalente a 29%, na semana encerrada no dia 10 de outubro. Em relação aos embarques físicos, o Departamento registrou um aumento frente a semana anterior, passando de 844,6 mil toneladas para 1,61 milhão de toneladas de soja. Contudo, vale destacar que o acumulado do ano comercial corrente segue bastante abaixo do ano passado, com uma diferença superior a 6,1 milhões de toneladas – o acumulado do ano comercial corrente é de 3.443.355 toneladas.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta quarta-feira (13), pressionados pelo aumento da oferta do grão. Nessa terça-feira (12), o USDA trouxe revisões acima do esperado pelo mercado para o balanço de oferta e demanda (WASDE, na sigla em inglês) de milho – para 2021/22, a perspectiva é de uma produção mundial superial a 1.198,2 milhões de toneladas. Além disso, os trabalhos de colheita no campo avançaram sobre 41% da safra, na semana encerrada no dia 10 de outubro, ou 10 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 519,75/bu.
Em relação aos dados de inspeção das exportações, o USDA registrou queda no volume embarcado. Na semana encerrada no dia 07 de outubro, foram embarcadas 746,2 mil toneladas, contra 870,1 mil na semana anterior. O acumulado do ano comercial segue abaixo daquele registrado no mesmo período do ano passado, totalizando 2.943.222 toneladas de milho.
Trigo em queda
Os futuros do trigo operam em queda, nesta quarta-feira (13), pressionados pelo movimento de realização de lucros por parte de investidores. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 730,50/bu. A última atualização do balanço de oferta e demanda do USDA, referente ao mês de outubro/21, trouxe estoques finais para 2021/22 abaixo do que era previsto após cortes significativos sobre a produção de importantes países produtores. A perspectiva do USDA é que a produção chegue a 775,87 milhões de toneladas, enquanto os estoques de passagem fiquem em 277,18 milhões.
No mais, os dados de inspeção das exportações do USDA apontaram um total de 435,2 mil toneladas embarcadas, na semana encerrada no dia 07 de outubro. O acumulado do ano corrente para o trigo é de 9.184.962 toneladas. Por fim, ainda de acordo com os dados disponibilizados pelo Departamento, a taxa de plantio da safra de trigo de inverno chegou a 66%, enquanto estima-se que 39% esteja em fase de germinação.
Clientes StoneX encontram esses e outros dados do WASDE (out/21) em nosso
Relatório de O&D, divulgado nessa terça-feira (12).