Mercado externo em alta
Nesta terça-feira (19), os índices futuros dos EUA apresentam tendência de alta, mantendo o bom momento vivido nos últimos dias. Se o sentimento dos investidores não mudar até o final do pregão, este será o quinto dia consecutivo de ganhos para os índices Nasdaq e S&P 500. Ontem, apenas o Dow Jones apresentou uma pequena queda (Dow Jones: -0,10%, S&P 500: +0,34%, Nasdaq: +0,84%). Já na Europa, as ações apresentam ganhos, mas os índices se mantêm muito próximos do zero-a-zero. Ontem, o dia foi de perdas para os investidores do continente (CAC 40: -0,81%, DAX 30: -0,72%, Stoxx Europe 600: -0,50%, FTSE 100: -0,42%).
Nos destaques do dia, o grande assunto nos EUA segue sendo as divulgações dos resultados das empresas listadas em bolsa. Antes da abertura do mercado, Johnson & Johnson e Protector & Gamble anunciaram números que foram mal digeridos pelos investidores, causando desvalorizações das ações dessas empresas no pré-mercado. Após o fechamento do pregão, Netflix e United Airlines irão apresentar seus resultados no terceiro trimestre. Eles serão as primeiras grandes vitrines da saúde dos setores de tecnologia e de aviação.
Já na Europa, a principal notícia fica por conta de relatos de ventos fortes nas principais regiões produtoras de energia eólica. Essa notícia é ótima para a recuperação econômica do continente, pois significa uma redução nos custos com energia, que estavam muito elevados devido a superutilização do gás natural. Quedas nos preços já estão sendo observadas e podem se estender nas próximas semanas, já que há previsões de que o outono europeu pode ser mais quente que o comum, o que diminuiria a demanda das famílias por energia para calefação.
Na Ásia, os pregões já encerrados desta terça-feira foram de ganhos para os investidores, com destaque para a valorização do setor tecnológico. Seguem as cotações: Nikkei 225, +0,65%; Shanghai Composto, +0,70%; Kospi, +0,74%; Hang Seng: +1,49%.
Por fim, importante apontar que apesar do alívio nos preços do gás natural, o petróleo ainda está em uma curva ascendente. Ontem, o barril do WTI bateu a máxima dos últimos sete anos, chegando próximo dos US$ 84,00. No momento em que esse texto é escrito (9h45), o Brent está sendo negociado por US$84,58/barril e o WTI por US$ 82,00/barril.
Soja em alta
Nesta terça-feira (19), apesar da pressão originada do avanço da colheita da safra estadunidense e consequente aumento da oferta, os mercados futuros de soja operam em alta. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.224,75 USD cents/bushel. De acordo com os dados divulgados, nessa segunda-feira (18), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a taxa de colheita chegou a 60% na semana encerrada no dia 17 de outubro, contra uma média (2016-2020) de 55%.
Em relação aos dados de inspeção das exportações dos EUA, o USDA apontou novo aumento semanal (+31,8%), com pouco mais de 2,298 milhões de toneladas de soja embarcadas na semana encerrada no dia 14 de outubro. O acumulado do ano comercial corrente é de 5.873.076 toneladas – vale destacar que se encontra bastante abaixo daquele registrado no mesmo período do ano passado, superior a 11,89 milhões de toneladas.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta terça-feira (19). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 533,25/bu. O movimento de alta ganhou força após o relatório de acompanhamento de safra dos EUA indicar um ritmo de colheita do milho abaixo do antecipado pelo mercado, chegando a 52% na semana encerrada no dia 17 de outubro.
Além disso, um aumento semanal (+15,8%) sobre os embarques físicos também fornece apoio aos futuros do milho. De acordo com o USDA, as inspeções de exportação apontaram um total de 976,22 mil toneladas embarcadas na semana encerrada no dia 14 de outubro, acima inclusive daquele registrado no mesmo período do ano passado (+6,97%). Até o momento, o acumulado do ano comercial corrente é de 4.087.490 toneladas de milho.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta terça-feira (19), sustentados pela desvalorização do dólar estadunidense e perspectiva de queda mais acentuada no volume de oferta do cereal. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 743,00/bu. Ademais, para os produtores estadunidenses, as fortes exportações europeias já consolidadas podem indicar um cenário futuro de maior demanda do trigo dos EUA, especialmente com o trigo de origem russa perdendo força em razão dos altos preços.
Nessa segunda-feira (18), os dados do USDA indicaram a taxa de plantio da safra de inverno a 70%, um avanço semanal de dez pontos percentuais, o que a mantém levemente abaixo da média dos últimos cinco anos, de 71%. Por sua vez, as inspeções de exportação indicaram queda significativa no comparativo semanal, passando de 446,65 mil para 139,75 mil toneladas de trigo, na semana encerrada no dia 14 de outubro. O acumulado do ano comercial corrente segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, totalizando 9.336.194 toneladas.