Mercado externo em queda
Nesta quinta-feira (21), o momento de alta vivido pelos mercados financeiros mundiais sofre um revés, com os índices futuros norte-americanos e os índices europeus mostrando desvalorização das ações. Ontem, as divulgações dos resultados das empresas foram boas o suficiente para impulsionar pequenos ganhos (EUA: Nasdaq, -0,05%; S&P 500, +0,37%; Dow Jones, +0,43%/ Europa: DAX 30, +0,05%; FTSE 100, +0,08%; Stoxx Europe 600, +0,32%; CAC 40, +0,54%).
Na agenda de hoje, os balanços das grandes corporações saem um pouco de foco, com as atenções voltando a se concentrar na incorporadora imobiliária chinesa Evergrande Group. A companhia ficou três semanas sem ser negociada em bolsa, buscando costurar acordos e negócios capazes de aliviar a delicada situação em que se encontra. Um dos mais promissores era a venda de sua unidade de serviços móveis para a concorrente Hopson Developments Holdings, que geraria algo em torno de 2,6 bilhões de dólares para a empresa. Entretanto, ontem foi anunciado que as negociações caíram por terra, com as duas companhias não conseguindo chegar a um acordo. O anúncio não podia ter sido feito em pior hora, pois esta quinta marcou a volta das negociações da Evergrande em bolsa. Em Hong Kong, as ações caíram 14%.
Com os mercados sendo lembrados escandalosamente dos riscos enfrentados pelo setor imobiliário da China, as ações de todo mundo passaram a enfrentar pressões baixistas. Na Ásia, as sessões foram de perdas (Nikkei 225: -1,87%; Hang Seng: -0,45%; Kospi: -0,19%; Shanghai Composto: +0,22%). Na Europa, a desvalorização é puxada pelo setor de mineração, já que este está fortemente atrelado à China, sendo o gigante asiático o principal comprador de minério de ferro do mundo. No momento em que esse relatório é escrito, os principais índices do continente apresentam variação diária próxima de -0,30%.
Com o cenário mundial exercendo pressão, Wall Street deve abrir em baixa. Mesmo assim, divulgações importantes podem ser capazes de alterar os humores. Hoje, o principal anúncio antes da abertura da sessão é o da AT&T e o mais aguardado após o fechamento do mercado é o da Intel.
Soja em queda
Nesta quinta-feira (21), os mercados futuros de soja operam em queda. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.235,50 USD cents/bushel. O movimento de queda sobre o complexo da soja acompanha aquele observado no setor de energia. Por outro lado, as perdas foram limitadas pelo ritmo mais demorado das vendas argentinas da oleaginosa, o que pode vir a limitar a oferta global de farelo de soja.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta quinta-feira (21), pressionados pela valorização do dólar estadunidense, o que resulta na diminuição da competitividade do produto dos EUA. Contudo, as perdas são limitadas pelo otimismo dos agentes quanto à produção de etanol nos EUA, que, de acordo com os dados divulgados ontem (20) pela Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), na semana encerrada no dia 15 de outubro, atingiu uma média diária de 1.096 mil barris. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 535,75/bu.
Trigo em queda
Assim como os futuros do milho, os do trigo operam em queda, nesta quinta-feira (21), pressionados pela valorização do dólar estadunidense. Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 743,75/bu. Vale destacar que os agentes seguem monitorando o balanço de oferta e demanda global para o cereal, que ainda tende a exercer pressão altista sobre os preços futuros.