Mercado externo em alta
Na última semana, o risco de um cenário de estagflação foi momentaneamente esquecido nos EUA, ofuscado pelos resultados positivos das empresas do país no terceiro trimestre. Com isso, os principais índices de Wall Street fecharam a semana com ganhos (Dow Jones: +1,01%, Nasdaq: +1,29%, S&P 500: +1,64%). Já na Europa, as divulgações empresariais conseguiram apenas parcialmente aliviar as preocupações decorrentes de um cenário econômico mundial mais complicado. As ações foram pressionadas pela crise no setor imobiliário chinês e pela escassez de componentes nas cadeias produtivas, fazendo os principais índices do continente encerrarem a semana de maneira mista (FTSE 100: -0,40%, DAX 30: -0,29%, CAC 40: +0,09%, Stoxx Europe 600: +0,53%).
Percebe-se uma dualidade nas expectativas para o médio/longo prazo, com especialistas incertos sobre o futuro da economia mundial. Um cenário otimista, apoiado pela forte recuperação econômica, está sendo confrontado por análises mais pessimistas, que focam na aceleração inflacionária e na disrupção das cadeias produtivas.
Olhando especificamente para a agenda de hoje, os índices futuros dos EUA indicam que Wall Street abrirá com ganhos moderados. É bastante provável que nesta segunda o mercado norte-americano mantenha essa baixa variação, pois os investidores estão aguardando a divulgação dos resultados das grandes empresas de tecnologia. Após o fechamento do pregão, o Facebook anunciará seus números, sendo seguido amanhã pela Alphabet (proprietária do Google) e pela Microsoft. Especificamente em relação ao Facebook, nos últimos dois meses suas ações perderam mais de 15% de valor, pressionadas por denúncias de uso indevido das informações dos usuários e pelo dia de apagão das diversas redes sociais controladas pelo grupo. Somando-se a isso os resultados ruins do concorrente Snap, há grande interesse na divulgação dos números da companhia.
Na Europa, os mercados acionários operam com pequenos ganhos, impulsionados principalmente pelos setores de mineração e energia. Esse movimento acontece na esteira da valorização do petróleo, já que os preços dessa commodity se mantêm próximos dos patamares mais elevados dos últimos sete anos. No momento em que esse relatório é escrito (9h45), o Brent é negociado por US$ 85,53/barril (+1,05%) e o WTI tem cotação de US$ 84,92/barril (+1,38%).
Na Ásia, esta segunda foi de ganhos na China e na Coréia do Sul (Hang Seng: +0,02%, Kospi: +0,48%, Shanghai Composto: +0,76%), mas de perdas no Japão (Nikkei 225: -0,71%). Ademais, chama a atenção um novo surto de Covid na China, com 11 das 23 províncias do país enfrentando surgimento de casos. Apesar de os números de infectados serem extremamente baixos, o governo chinês se mantém firme em sua política de zero tolerância com o vírus, o que torna possível novos lockdowns no país, capazes de produzir graves malefícios econômicos.
Soja em alta
Nesta segunda-feira (25), os mercados futuros de soja operam em alta, ainda na esteira do movimento de alta nos mercados de óleos vegetais. O futuro da soja vem sendo bastante influenciado pelo cenário ajustado entre oferta e demanda de óleos. Dentre os principais acontecimentos, estão o atraso na colheita do óleo de palma na Malásia, causado pelas chuvas recentes, e o atraso na colheita dos EUA. No sentido contrário, limitando os ganhos, chuvas benéficas foram registradas na América do Sul ao longo do final de semana. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.230,50 USD cents/bushel.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta segunda-feira (25). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 539,50/bu. O movimento de alta nos futuros do milho é sustentado pelo rali observado nos mercados do complexo de trigo, além do atraso das chuvas em regiões dos EUA e da China.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta segunda-feira (25). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 763,50/bu. Com o cenário de aumento da demanda pelo trigo de primavera, após grandes países produtores do hemisfério norte registrarem queda da produção, os futuros do trigo registraram ganhos nessa madrugada, em especial na Bolsa de Minneapolis que atingiu a maior alta em nove anos. A Bolsa de Kansas City, que atingiu maior alta em sete anos, teve seus preços também influenciados pela preocupação dos agentes com o clima seco nas Planícies estadunidenses e pelo aumento dos preços de fertilizantes.