Mercado externo misto
Nesta quarta-feira (27), os índices futuros indicam que Wall Street abrirá com pequenos ganhos, que podem crescer ao longo do dia conforme os investidores digerem as divulgações patrimoniais de importantes corporações. Na Europa, o dia está sendo de desvalorizações, que ocorrem na esteira de mudanças colocadas em prática na China.
Olhando mais detalhadamente para o mercado de ações dos EUA, as corporações mais importantes que no dia de hoje anunciaram seus resultados trimestrais são Coca-Cola, McDonalds, Boeing e General Motors. Além disso, também é esperado volatilidade nas cotações da Alphabet e da Microsoft, companhias que abriram seus livros ontem após o fechamento do mercado. Como mencionado, os resultados ainda estão sendo analisados, porém, no pré-mercado, as ações de todas essas seis empresas apresentam valorização, indicando que os investidores ficaram satisfeitos com os resultados.
Até o momento, aproximadamente 30% das 500 empresas que compõem o índice S&P já divulgaram seus resultados. Dessas, 82% superaram as expectativas de rendimento, o que explica o forte crescimento do mercado norte-americanas em outubro, apesar da aceleração inflacionária e dos gargalos produtivos, que tanto pressionaram as ações em setembro. Ontem, Wall Street fechou com ganhos moderados (Dow Jones: +0,04%, Nasdaq: +0,06%, S&P 500: +0,18%).
No mercado europeu, as desvalorizações desta quarta são puxadas pelo setor de mineração, pressionado pela queda nos preços dos metais. Essa desvalorização aconteceu após Pequim anunciar novas intervenções contra a inflação no setor de carvão, essencial para a produção industrial e a geração de energia da China. Dessa vez, o Partido anunciou aumento da regulação sobre os locais de armazenamento, inclusive dizendo que irá fechar aqueles lugares que não possuem autorização estatal. Também pressiona as bolsas europeias divulgações negativas de importantes corporações. O Deutsche Bank, por exemplo, tem quedas acima dos 4,0%.
Por fim, detalhando as movimentações econômicas da Ásia, o mercado de ações de Xangai fechou o dia com perdas (Shanghai Composto: -0,98%) devido a essa desvalorização do carvão. Já no Japão, a pressão exercida pela incerteza política, decorrente da proximidade das eleições legislativas marcadas para o próximo fim de semana, foi contrabalanceada por fortes resultados corporativos, resultando no mercado fechando praticamente no zero-a-zero (Nikkei 225: -0,03%).
Soja em queda
Nesta quarta-feira (27), os mercados futuros de soja operam em queda. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.230,50 USD cents/bushel. Os futuros da soja são influenciados, sobretudo, pelas perdas registradas no mercado de óleos vegetais. O aumento do número de casos de COVID-19 na China levou o governo a impor novas medidas restritivas sobre a região que apresentar maior incidência do coronavírus, reduzindo assim perspectiva de demanda por óleos nessa região. Além disso, a região Centro-Sul brasileira tem registrado bons volumes de chuva, o que alivia os efeitos da seca observada ao longo do ano, tanto nas lavouras quanto nos canais hidroviários de escoamento das exportações.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta quarta-feira (27). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 541,50/bu. Sem encontrar apoio no rali dos mercados do complexo de trigo, os futuros do milho são pressionados pela realização de lucros de investidores. Além disso, com o avanço da colheita da safra dos EUA, os preços tendem a ser pressionados pelo aumento da oferta no mercado.
Trigo em queda
Os futuros do trigo operam em queda, nesta quarta-feira (27). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 750,75,00/bu. Apesar da desvalorização do dólar estadunidense e relação ajustada entre a oferta e demanda globais, o que acaba por limitar as perdas, os contratos futuros são pressionados pela rodada de realização de lucros por parte de investidores.