Mercado externo em alta
Nesta quinta-feira (4), os mercados de ações dos EUA e da Europa apresentam ganhos, tendência que tem sido recorrente nos últimos dias. Em todas as últimas quatro sessões, os três principais índices norte-americanos e o índice europeu mais abrangente (Stoxx 600) fecharam em patamares recordes. Seguem os ganhos de ontem: Dow Jones, +0,29%; S&P 500, +0,65%; Nasdaq, +1,04%/ DAX 30, +0,03%; CAC 40, +0,34%; Stoxx Europe 600, +0,36%; FTSE 100, +0,36%.
Nos pregões de hoje, os ganhos são impulsionados pelo alívio trazido pelo anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve, feito na quarta. Os burocratas mantiveram a taxa básica de juros entre 0% e 0,25% e constantemente reafirmaram que aumentos não irão ocorrer em um futuro próximo. Isso porque eles mantiveram o discurso de que a inflação é temporária, colocando a culpa pela alta de 5,4% no Índice de Preços ao Consumidor nos gargalos das cadeias produtivas.
Também foi bem digerido pelo mercado o fato de que o Federal Reserve agiu de acordo com as expectativas e anunciou o início da redução do seu programa de estímulos econômicos, em um processo chamado de tapering. Foram anunciados cortes de US$ 15 bilhões em novembro e em dezembro, com a manutenção desse ritmo sugerindo que em julho de 2022 terá fim o programa de compra de títulos de US$ 120 bilhões mensais. Vale apontar, entretanto, que os burocratas afirmaram que o tapering ocorrerá com flexibilidade, com a velocidade da diminuição ocorrendo de acordo com as necessidades econômicas.
Nos mercados europeus, o foco também está nos bancos centrais e nas decisões de política monetária. Além de surfar na onda de otimismo decorrente do anúncio do Fed, os investidores digerem uma fala de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, onde ela afirma que a instituição não aumentará os juros nem em 2021 e nem em 2022.
Além disso, hoje o Bank of England, banco central do Reino Unido, anunciou suas decisões para os próximos dois meses. Devido à forte inflação, imaginava-se um aumento de juros e/ou a redução do programa de compra de títulos. Entretanto, os burocratas mantiveram a taxa básica da economia em 0,1% e não alteraram as compras mensais, afirmando que dificuldades no mercado de trabalho impeliram a decisão.
Por fim, nos mercados asiáticos as sessões de hoje também foram de ganhos, impulsionados pelo bom momento dos mercados acionários mundiais (Kospi: +0,25%, Hang Seng: +0,80%, Shanghai Composto: +0,81%, Nikkei 225: +0,93%).
Soja em queda
Nesta quinta-feira (4), os mercados futuros de soja operam em queda. A desvalorização segue a preocupação dos agentes com o nível de importação chinesa da soja estadunidense e um dólar mais forte, o que diminui a competitividade dos produtos dos EUA no mercado internacional. Na China, o governo recomendou que os habitantes criem estoques de produtos básicos em razão do aumento do número de casos da COVID-19, cortes no fornecimento de energia e chegada do clima mais frio. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.227,50 USD cents/bushel.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em alta, nesta quinta-feira (4). Os preços encontram apoio na tendência de alta observada no mercado futuro de trigo, além de mais uma semana de crescimento da produção nacional de etanol nos Estados Unidos. Com base nos dados fornecidos pela Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), a produção diária do bicombustível chegou a 1,107 milhão de barris, na semana encerrada no dia 29 de outubro. Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 566,25/bu.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta quinta-feira (4). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 786,75/bu. O movimento de alta é sustentado pelos sinais de demanda estável dos principais países compradores no mundo, como Egito e Arábia Saudita. Por outro lado, a valorização do dólar estadunidense limitou os ganhos.