Mercado externo – Estados Unidos e China: alta. Europa: baixa.
Campinas, 22 de maio – A semana se inicia com o teto da dívida estadunidense ainda no foco dos agentes, dado que o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy se reunirão novamente hoje para prosseguir as negociações.
Além disso, a semana conta com a reunião do Federal Reserve para a decisão da próxima taxa de juros estadunidense, o que pode influenciar uma aversão ao risco antes de sua divulgação, uma vez que a saúde financeira do setor bancário é um ponto de atenção. A ata da reunião contendo os detalhes será publicada na quarta-feira (24).
Por fim, o Banco do Povo da China decidiu manter as suas taxas básicas de juros de acordo com o anúncio realizado ontem (21). Assim, a LPR de um ano – utilizada para empréstimos domésticos e corporativos – continua em 3,65% ao ano, e a LPR de cinco anos – utilizada para hipotecas – permanece em 4,3% ao ano.
O anúncio veio em linha com as expectativas dos agentes e, ao não aumentar as taxas de juros, o país sinaliza o seu esforço em manter o dinamismo do mercado doméstico para a sua recuperação econômica, podendo fornecer mais confiança aos investidores e, portanto, contribuir para a demanda por commodities.
O pregão noturno desta segunda-feira (22) obteve movimentos mais contidos, com traders aguardando novos dados do Acompanhamento de Safra dos Estados Unidos que serão divulgados hoje no final da tarde pelo USDA.
Pelo lado financeiro, os mercados de commodities estarão sensíveis a quaisquer desenvolvimentos relacionados ao teto da dívida dos Estados Unidos esta semana, que será um tópico importante a ser observado está semana.
No geral, os fundamentos são conhecidos e limitam movimentos maiores para o mercado da oleaginosa. As previsões do clima para o período de plantio nos Estados Unidos são favoráveis para as lavouras e ocorre paralelamente a oferta estável e mais barata do Brasil.
Milho em alta
O milho obteve pequenos ganhos no pregão noturno, em uma tentativa de recuperação nesta manhã, após as baixas de preços da semana passada.
Na Argentina, de acordo com relatório divulgado na quinta-feira (18) pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a colheita do milho está 25% concluída, abaixo da média de 36%, com a qualidade da safra sendo classificada como baixa, com apenas 4% na categoria de boa/excelente. Entretanto, a bolsa não mudou sua estimativa de safra de milho em seu último comunicado à imprensa.
As preocupações contínuas sobre as vendas e os embarques fracos dos EUA seguem limitando o mercado futuro de milho em Chicago. Os cancelamentos das compras da China tiveram impacto sobre as posições compradas e o Brasil continua oferecendo preços competitivos em relação aos EUA.
O trigo foi na contramão dos demais grãos e fechou o pregão noturno com variação diária negativa, ainda sendo pressionado pelo acordo de transporte ucraniano, que permite que produtos do país sejam exportados pelos portos no Mar Negro, se somando a oferta do trigo da Rússia, que formam juntos um quadro de preços mais competitivos frente a outras ofertas.
Nos Estados Unidos, o lado da oferta também é otimista. Chuvas recentes aumentaram a umidade do solo nas Planícies Ocidentais, o que pode indicar mudanças nas classificações das condições do trigo no relatório de progresso da safra de hoje.






