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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Thaís Monello
João Pedro Lopes
SOJA, MILHO, ÓLEO E TRIGO: ALTA. FARELO: MISTO.
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa e China: alta.

Campinas, 14 de julho – Sem muitas novidades nesta sexta-feira, a última sessão da semana é acompanhada por um certo otimismo em relação ao enfraquecimento da inflação estadunidense.

Além disso, o dia conta com a publicação dos resultados referentes ao 2º trimestre de importantes bancos, como JPMorgan e Citigroup, podendo movimentar os mercados globais.

Após o índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) e ao produtor (PPI, sigla em inglês) dos EUA mostrarem resultados melhores do que o projetado, grande parte do mercado espera uma atuação mais branda do Federal Reserve. 

Com isso, os agentes repercutem a possibilidade do órgão promover o seu último aumento na taxa de juros em sua decisão no fim de julho. Ao sinalizar o possível arrefecimento do aperto monetário nos próximos meses, tal panorama pode contribuir para a demanda por ativos arriscados, fortalecendo os grãos.
 

Soja em alta
As cotações da soja em Chicago mantiveram a tendência de alta no pregão noturno desta sexta-feira (dia 14). O mercado segue reagindo ao relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na última quarta-feira.
Após um efeito inicialmente baixista sobre os preços, motivado em grande parte pelo corte nas exportações, as cotações mudaram de rota ontem e vêm acumulando valorizações desde então, confome os agentes passam a questionar os números de produtividade do Departamento.
É verdade que as chuvas observadas no início de julho impactaram positivamente as condições das lavouras, contudo, o mercado acredita que o USDA esteja superestimando a produtividade norte-americana. Os modelos climáticos indicam atualmente a ocorrência de um volume de chuvas ao longo da segunda metade deste mês significativamente menos expressivo que o registrado na primeira quinzena de julho, o que pode resultar em rendimentos menores que os estimados pelo Departamento.
Milho em alta
Após as quedas observadas na quarta-feira, também motivadas pelo relatório de O&D do USDA, os futuros do cereal registraram significativas altas ontem e continuaram com uma tendência de alta na sessão noturna.
Assim como no caso da soja, a valorização vem sendo motivada pelo clima, visto que modelos climáticos passaram a indicar um padrão mais seco na segunda metade de julho. Por mais que as chuvas observadas no início do mês tenham aliviado o déficit hídrico, esperava-se elevados volumes de chuvas durante todo o mês, o que, a princípio, não deve mais ocorrer.
As próximas semanas serão cruciais para a definição da produtividade do cereal, e, portanto, o clima deve seguir como um dos grandes direcionadores do mercado.
Trigo em alta

O trigo tem seguido o mesmo direcionamento dos demais grãos.  Após as quedas de quarta-feira, também motivadas pelo WASDE, os futuros do cereal passaram a avançar, movimento que se manteve no pregão noturno desta sexta-feira (dia 14).

Além do balanço de oferta e demanda nos EUA, uma questão que tem afetado bastante o mercado de trigo, e também o de milho, é o provável fim do Acordo de Exportação de Grãos pelo Mar Negro. Segunda-feira (dia 17) é a data de expiração da iniciativa e a Rússia já deu diversas declarações falando sobre as elevadas chances de sua retirada.

Líderes da Comissão Europeia e das Nações Unidas estão buscando soluções para estender o acordo, mas a prorrogação parece bem difícil. A Ucrânia já declarou que possui um “plano B” para escoar os grãos, mas o mercado está incerto quanto à real efetividade da dessa alternativa.

TABELAS E INDICADORES
image 75700
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 75701
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 75702
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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