Campinas, 14 de julho – Sem muitas novidades nesta sexta-feira, a última sessão da semana é acompanhada por um certo otimismo em relação ao enfraquecimento da inflação estadunidense.
Além disso, o dia conta com a publicação dos resultados referentes ao 2º trimestre de importantes bancos, como JPMorgan e Citigroup, podendo movimentar os mercados globais.
Após o índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) e ao produtor (PPI, sigla em inglês) dos EUA mostrarem resultados melhores do que o projetado, grande parte do mercado espera uma atuação mais branda do Federal Reserve.
Com isso, os agentes repercutem a possibilidade do órgão promover o seu último aumento na taxa de juros em sua decisão no fim de julho. Ao sinalizar o possível arrefecimento do aperto monetário nos próximos meses, tal panorama pode contribuir para a demanda por ativos arriscados, fortalecendo os grãos.
As cotações da soja em Chicago mantiveram a tendência de alta no pregão noturno desta sexta-feira (dia 14). O mercado segue reagindo ao relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na última quarta-feira.
Após um efeito inicialmente baixista sobre os preços, motivado em grande parte pelo corte nas exportações, as cotações mudaram de rota ontem e vêm acumulando valorizações desde então, confome os agentes passam a questionar os números de produtividade do Departamento.
É verdade que as chuvas observadas no início de julho impactaram positivamente as condições das lavouras, contudo, o mercado acredita que o USDA esteja superestimando a produtividade norte-americana. Os modelos climáticos indicam atualmente a ocorrência de um volume de chuvas ao longo da segunda metade deste mês significativamente menos expressivo que o registrado na primeira quinzena de julho, o que pode resultar em rendimentos menores que os estimados pelo Departamento.
Após as quedas observadas na quarta-feira, também motivadas pelo relatório de O&D do USDA, os futuros do cereal registraram significativas altas ontem e continuaram com uma tendência de alta na sessão noturna.
Assim como no caso da soja, a valorização vem sendo motivada pelo clima, visto que modelos climáticos passaram a indicar um padrão mais seco na segunda metade de julho. Por mais que as chuvas observadas no início do mês tenham aliviado o déficit hídrico, esperava-se elevados volumes de chuvas durante todo o mês, o que, a princípio, não deve mais ocorrer.
As próximas semanas serão cruciais para a definição da produtividade do cereal, e, portanto, o clima deve seguir como um dos grandes direcionadores do mercado.
O trigo tem seguido o mesmo direcionamento dos demais grãos. Após as quedas de quarta-feira, também motivadas pelo WASDE, os futuros do cereal passaram a avançar, movimento que se manteve no pregão noturno desta sexta-feira (dia 14).
Além do balanço de oferta e demanda nos EUA, uma questão que tem afetado bastante o mercado de trigo, e também o de milho, é o provável fim do Acordo de Exportação de Grãos pelo Mar Negro. Segunda-feira (dia 17) é a data de expiração da iniciativa e a Rússia já deu diversas declarações falando sobre as elevadas chances de sua retirada.
Líderes da Comissão Europeia e das Nações Unidas estão buscando soluções para estender o acordo, mas a prorrogação parece bem difícil. A Ucrânia já declarou que possui um “plano B” para escoar os grãos, mas o mercado está incerto quanto à real efetividade da dessa alternativa.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja