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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Thaís Monello
João Pedro Lopes
SOJA, MILHO, ÓLEO, FARELO E TRIGO: ALTA. 
Mercado Externo – Estados Unidos: misto. Europa e China: baixa.

Campinas, 17 de julho – A semana se inicia sem muitas novidades para os EUA e Europa, deixando o foco dos agentes para o desempenho chinês no segundo trimestre do ano.

Ontem, às 23h, foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) da China, o qual veio mais fraco do que o esperado. De acordo com os dados oficiais, o segundo trimestre exibiu um aumento de 6,3% ante o mesmo trimestre do ano passado, abaixo dos +7,3% projetados pelos agentes.

Além disso, as vendas no varejo também pareceram decepcionar o mercado. A comparação anual desacelerou de +12,7% em maio para +3,1% em junho, ficando abaixo da expectativa de +3,5%. Por fim, a taxa de desemprego entre pessoas de 16 a 24 anos ficou em patamar recorde, passando de 20,8% em maio para 21,3% em junho. 

Tais dados contribuíram para o pessimismo em relação à atividade econômica da China, uma vez que esta não fornece sinais suficientes de recuperação. Com isso, o mercado tenta entender se ainda faz sentido a meta de crescimento anual do PIB em 5%, dado que as preocupações com a economia chinesa estão se intensificando. 

Como a China possui grande importância para o mercado de grãos, este cenário pode contribuir para aversão ao risco e pressionar as cotações.

Soja em alta
Os futuros da soja mantiveram a tendência observada no final da semana passada e continuaram em alta no pregão noturno desta segunda-feira (dia 17). A oleaginosa, e os demais grãos, foram impulsionados pela declaração da Rússia de que iria deixar o Acordo Iniciativa de Grãos. Por mais que a Ucrânia não seja uma grande player do mercado de soja, o país é um importante exportador de óleo e farelo de girassol, afetando também o complexo de soja.
Além disso, o clima nos EUA segue dando suporta às cotações. Mesmo com a melhora recente na umidade das lavouras e o avanço das condições boas/excelentes, que inclusive devem avançar novamente no relatório de hoje, segundo expectativa dos agentes, os modelos apontam para um padrão mais seco nesta segunda metade de julho e, com agosto se aproximando, a falta de chuvas aumenta o risco para a safra de soja.
Milho em alta
Os futuros do milho também seguem avançando neste início de semana. Hoje é o último dia do acordo, que possibilita o fluxo seguro de produtos agrícolas embarcados pela Ucrânia. Contudo, com a saída da Rússia, oficiais afirmaram que o Kremlin não irá mais seguir com as regras acordadas, o que tem gerado grande preocupação quanto ao fluxo dos produtos ucranianos. Quase 33 milhões de toneladas de produtos agrícolas foram embarcados sob o acordo, segundo dados das Nações Unidas, sendo que quase 17 milhões dos embarques foram de milho.
Assim como para a soja, o clima também tem trazido preocupações para a safra de milho dos EUA, que, na realidade, está em uma situação mais delicada, visto que julho é crucial para a definição das lavouras e, uma possível falta de chuvas na segunda metade do mês pode trazer impactos significativos para a safra.
Trigo em alta

O trigo não se comportou diferente dos demais grãos e também avançou no pregão noturno desta segunda-feira (17). Assim como no caso do milho, o fim do Acordo Iniciativa de Grãos impacta diretamente o balanço do cereal, que foi o segundo produto mais exportado pela Ucrânia sob a vigência do acordo (8,9 milhões de tonealadas). Será importante observar como sua interrupção afetará os embarques ucranianos, mas, mais ou menos intensamente, seu fim exercerá um suporte aos preços.

O governo chinês reportou que a safra de trigo deve apresentar um recuo de 1% nesta temporada, para 134,5 milhões de toneladas, o que seria a primeira contração em 7 anos. Segundo fontes oficiais, o motivo da menor produção é a forte ocorrência de chuvas tardias, em um momento importante para o desenvolvimento do cereal. A redução de 1,3% na produtividade no comparativo anual só não foi mais impactante em função de um aumento de 0,4% na área plantada.

TABELAS E INDICADORES
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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