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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Thaís Monello
João Pedro Lopes
SOJA, MILHO, FARELO, ÓLEO E TRIGO: ALTA. 
Mercado Externo – Estados Unidos e Europa: alta. China: baixa.

Campinas, 19 de julho – O radar desta quarta-feira conta com a repercussão do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, sigla em inglês) da Zona do Euro, e os balanços corporativos de importantes empresas nos EUA.

No geral, grande parte dos resultados corporativos referentes ao 2º trimestre estão mostrando números melhores do que os esperados pelo mercado. Este cenário contribui para amenizar as tensões do mercado em relação à saúde da economia, podendo influenciar um maior apetite por riscos.

Para a Zona do Euro, os dados do Escritório de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) mostraram uma desaceleração da inflação ao consumidor, a qual passou de +6,1% anual em maio para 5,5% em junho. Com isso, a comparação anual ficou no menor nível desde fevereiro de 2022, quando o índice atingiu os +5,9%.

No entanto, o núcleo da inflação, responsável por excluir preços voláteis como alimentos e energia, foi em direção contrária. O valor anual acelerou dos +5,3% relatados em maio para 5,5% em junho, mostrando certa resistência e podendo ter maior atenção nas próximas considerações do Banco Central Europeu para os juros da região. 

Por fim, a China divulgou novas políticas de incentivo ao consumo doméstico visando fortalecer a economia do país. Foram publicadas 11 novas medidas a fim de aumentar os gastos do consumidor, principalmente em produtos eletrodomésticos e automóveis. Além disso, a Comissão de Planejamento do país (NDRC, sigla em inglês) afirmou que novos incentivos devem ser divulgados, o que pode contribuir para a confiança dos investidores em relação à economia chinesa.

Soja em alta

No pregão noturno desta quarta-feira (dia 19), os futuros dos grãos, mais uma vez, apresentaram tendência de alta e, novamente, o suporte veio das tensões no Mar Negro.

Nos EUA, as chances de chuva seguem preocupantes, também agindo como um fator de suporte às cotações. As precipitações, segundo os modelos climáticos, se mostram fracas em agosto, com as temperaturas subindo no próximo mês. Isso é particularmente preocupante para o balanço de oferta e demanda da oleaginosa, que já foi afetado por uma área plantada nos EUA consideravelmente abaixo do esperado pelo mercado e seria consideravelmente afetado por uma queda no rendimento médio.

Milho em alta

Naturalmente, em função da grande importância da Ucrânia para o mercado de milho, os futuros do cereal também avançaram expressivamente na sessão noturna desta quarta-feira.

O ministro da agricultura ucraniano relatou que 60 mil toneladas de grãos foram destruídas em função do ataque ao porto de Chornomorsk, além da infraestrutura ter sido danificada. As seguradoras suspenderam as apólices ofertadas para cobrir as embarcações de grãos ucranianos após a retirada da rússia, trazendo mais receios quanto ao fluxo de grãos do país.

Além disso, como para a soja, o clima nos EUA segue também um fator de suporte. Os modelos climáticos continuam apontando para um padrão mais seco que o ideal nas próximas semanas, o que pode resultar em uma produtividade abaixo do atualmente esperado pelo USDA, reduzindo a oferta do cereal em um momento já marcado pela elevada preocupação com a oferta ucraniana. 

Trigo em alta

Como era esperado, em função da grande importância da região do Mar Negro para o mercado de trigo, as cotações do grão também seguem sendo impulsionadas pelo conflito na região.

Por mais que a Ucrânia afirme ter alternativas para o escoamento dos grãos, como a utilização de portos romenos ou o fluxo por vias terrestres, passando pela Polônia por exemplo, não se tem certeza se essas alternativas seriam capazes de compensar completamente os volumes embarcados pelos portos do Mar Negro.

As condições atuais indicam que o cenário não deverá ser tão restritivo quanto o observado após o início dos ataques em 2022, mas ainda assim, a tensão na região deve continuar sendo um importante fator de suporte.

TABELAS E INDICADORES
image 76079
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 76080
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 76081
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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