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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Thaís Monello
Ana Luíza Lodi
SOJA E FARELO: BAIXA. ÓLEO: MISTO. MILHO E TRIGO: ALTA.   
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa e China: baixa. 

Campinas, 02 de agosto – Os mercados globais podem exibir uma maior cautela nesta quarta-feira, à medida que repercutem os dados relacionados ao setor industrial dos EUA, bem como o rebaixamento do rating do país anunciado pela agência Fitch.

Ontem (01), o Instituto para Gestão de Oferta (ISM, sigla em inglês) divulgou o Índice de Gerente de Compras (PMI) industrial dos EUA para o mês de julho, indicando que o setor continuou em território de contração pelo 9º mês consecutivo. 

O índice passou de 46,0 em junho para 46,4 em julho e, embora tenha avançado na comparação mensal, o resultado de contração abaixo dos 46,8 projetados pelos agentes pode contribuir para aumentar os receios em relação ao enfraquecimento da atividade econômica.

Além disso, os investidores podem mostrar maior apetite por ativos seguros enquanto ponderam o rebaixamento da nota de crédito de longo prazo dos EUA, anunciado ontem ao final do dia pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. A agência já havia alertado a possibilidade de rebaixar a nota do país devido ao problema do teto da dívida enfrentado no 1º semestre. 

De acordo com a Fitch, tais impasses, aliados ao aumento da dívida pública norte-americana, colaboram para deteriorar a confiança relacionada à gestão fiscal dos EUA, o que justifica a diminuição da nota máxima AAA para AA+. Ao repercutir a notícia, os mercados globais podem apresentar uma maior aversão ao risco na sessão de hoje, contribuindo para o enfraquecimento das commodities.

Soja em baixa

As cotações da soja terminaram o pregão noturno desta quarta-feira (dia 02) em queda, com as boas perspectivas para o clima nos EUA pesando sobre os preços.

As previsões meteorológicas para os EUA indicam chuvas mais pesadas para as áreas norte e central das planícies e para o sul do Meio Oeste, com destaque para os estados de Dakota do Sul, Nebraska, sul e oeste de Iowa, nordeste de Missouri e centro-sul de Illinois.

Essas chuvas são muito bem-vindas, já que o mês de agosto é chave para a definição da produtividade no país.

Milho em alta

As cotações do milho acompanharam o trigo e registraram alta na sessão noturna desta quinta-feira (dia 02), diante de novos ataques russos à região do Rio Danúbio na Ucrânia.

Mesmo assim, as previsões de chuva para áreas produtoras dos EUA também são bem-vindas para o milho, com as lavouras enchendo grão.

No caso do cereal, também houve uma correção de posições, após as baixas recentes.

Trigo em alta

O trigo registrou avanço nesta quarta-feira (dia 02), após um novo ataque russo, com drones, a instalações ucranianas no Rio Danúbio.

Esse ataque aumentou os temores quanto às restrições às exportações da Ucrânia, uma vez que a via pelo rio é uma alternativa muito importante na falta dos portos do Mar Negro.

Por outro lado, os rumores de que a Rússia estaria considerando renegociar o acordo Iniciativa de Grãos e a disponibilidade do cereal russo a preços mais baixos continuaram atuando no lado da baixa.

TABELAS E INDICADORES
image 77249
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 77250
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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