Campinas, 02 de outubro – O mercado de ações dos EUA deve começar a semana de forma positiva, com os futuros em Nova York operando no campo positivo.
Esse maior otimismo foi condicionado pelo acordo no legislativo norte-americano para se evitar um shutdown (paralisação de várias agências e órgãos federais, por falta de financiamento). O projeto foi aprovado na Câmara dos Representantes e no Senado no sábado (dia 30), três horas antes do final do prazo, evitando as consequências de uma possível paralisação, com impactos, inclusive, no PIB do país.
De qualquer forma, essa é uma solução temporária, que adia um shutdown até 17 novembro, ganhando tempo para uma negociação dos financiamentos no longo prazo.
Ainda nos EUA, nessa semana, o mercado aguarda os dados do mercado de trabalho, em meio ao cenário mais contracionista, com juros mais altos, para se combater a inflação. Os dados são muito esperados pois podem dar indicativos da necessidade, ou não, de novos aumentos dos juros e por quanto tempo as taxas do país ficarão em patamares elevados.
Na Europa, a semana também começou com maior otimismo, com sinais de desaceleração da inflação, após dados de preços ao consumidor terem sido divulgados em várias regiões do continente.
Os mercados acionários da Ásia estão, em sua maioria, fechados, com o feriado da Semana Dourada (entre 29/09 e 06/10) na China, Hong Kong e Coreia do Sul. Já o Nikkei, do Japão, encerrou o primeiro pregão da semana em queda, pressionado por ações de empresas de tecnologia.
As cotações da soja encerraram o primeiro pregão noturno da semana em baixa, dando continuidade o movimento observado na sexta-feira (dia 29), após a divulgação da posição trimestral dos estoques nos EUA, referente ao dia 01/09, que representa o estoque final da safra 2022/23. O resultado ficou em 7,29 milhões de toneladas, quando a média das expectativas do mercado estava 6,59 milhões de toneladas. Com isso, o balanço de oferta e demanda da safra 2022/23 será ajustado no próximo relatório mensal dos USDA, no dia 12/10.
O tom baixista é reforçado pela queda do nível do Rio Mississipi, que prejudica a competitividade da soja norte-americana, e pode impactar os embarques do país, num momento que sazonalmente é de exportações elevadas, após a colheita.
Já as cotações do milho operam em alta nesta segunda-feira (dia 02). Ao contrário da soja, a posição dos estoques norte-americanos em 01/09 ficou abaixo da média esperada pelo mercado, em 34,57 milhões de toneladas, o que indica um uso mais aquecido do cereal da safra 2022/23.
Além disso, destaca-se que o milho foi influenciado pelos ganhos do trigo neste início de semana.
Por outro lado, a baixa dos níveis do Rio Mississipi também é uma grande preocupação para o mercado de milho dos EUA, a exemplo do que ocorreu em 2022, com as dificuldades logísticas tendo sido uma das responsáveis pelos embarques mais fracos do país.
O trigo registrou alta no primeiro pregão noturno da semana, em Chicago, após a queda considerável na última sexta-feira (dia 29).
Os estoques do cereal norte-americano em 01/09 também ficaram acima do que se esperava, em 48,44 milhões de toneladas. No caso do trigo, esse estoque se refere à safra 2023/24.
A baixa do cereal atraiu os compradores e o mercado avalia a competitividade do trigo norte-americano em relação ao russo.






