A criação das vagas de emprego nos EUA em setembro, que alcançou 336 mil, muito acima da média das expectativas do mercado, em 160 mil, reforçou a aversão ao risco no início da sessão de sexta-feira (dia 06) em Wall Street nos EUA. O número de agosto foi revisado para cima, passando de 187 mil para 227 mil.
Contudo, durante a tarde, houve uma inversão, e as bolsas de Nova York fecharam em forte alta, compensando a maior parte das perdas da semana, lideradas por ações de tecnologia. O foco passou a ser outros dados, como a taxa de desemprego, que foi mantida em 3,8%, quando a média das expectativas esperava uma queda para 3,7%. Além disso, a alta salarial também foi pequena em 0,2% por hora trabalhada.
Já esta semana começa com um reforço da aversão ao risco global, após os ataques em Israel. O dólar está subindo no mercado internacional, tanto em relação a divisas de países desenvolvidos, quanto em desenvolvido. Os futuros dos índices de ações e Nova York estão no campo negativo.
Na Ásia, as principais bolsas encerraram esta segunda-feira (dia 09) sem um direcionamento único, em mais um dia de liquidez limitada. Apesar da volta do mercado chinês, após o longo feriado de uma semana, os mercados do Japão e da Coreia do Sul estão fechados também devido a um feriado.
Na China, houve perdas, com destaque para as ações dos setores imobiliário e de serviços ao consumidor.
Na Europa, os principais índices de ações estão operando em baixa, diante da aversão ao risco reforçada pelo conflito entre Israel e o Hamas. Ressaltam-se as quedas das ações de companhias aéreas.
As cotações da soja em Chicago voltaram a subir nesta segunda-feira (dia 09), em linha com outras commodities, com a ampliação dos conflitos geopolíticos ao redor do mundo, após os ataques em Israel.
Além disso, o mercado se prepara para a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA na próxima quinta-feira (dia 12). A expectativa média do mercado aposta que haverá um corte da produtividade da safra norte-americana 2023/24. Contudo, destaca-se que a StoneX atualizou sua estimativa na semana passada e surpreendeu a elevar a produtividade média esperada para 3,39 toneladas por hectare. Cabe lembrar que o balanço dos EUA não está folgado e qualquer corte na produção tende a reduzir ainda mais os estoques estimados.
O milho também avanço na primeira sessão noturna da semana, com os ataques em Israel adicionando mais preocupações geopolíticas no mundo, já marcado pela guerra na Ucrânia desde o começo de 2022.
Assim como no caso da soja, as atenções estão voltadas para o relatório mensal do USDA, com o mercado apostando que a produtividade dos EUA pode ser reduzida, com uma leve queda da produção. Mesmo assim, no caso do milho, a situação indica um balanço norte-americano 2023/24 mais folgado, com aumento considerável dos estoques finais.
O cenário de ampliação das tensões geopolíticas também ofereceu suporte ao trigo na sessão noturna desta segunda-feira (dia 09). Além dos ataques em Israel, um míssil russo atingiu instalações portuárias ucranianas no final de semana.
Para o relatório do USDA, que será divulgado nessa semana, o mercado espera algum aumento nos estoques estimados para os EUA, enquanto os estoques mundiais podem cair levemente.
Além disso, o clima na Argentina e na Austrália continua preocupando, com potenciais prejuízos importantes às safras desses países.






