As preocupações com o conflito em Israel continuam influenciando o humor dos mercados nesta terça-feira (dia 10), enquanto os investidores também acompanham sinais da condução da política monetária norte-americana.
Autoridades do Fed sinalizaram que estão atentos ao aumento dos rendimentos dos Títulos do Tesouro norte-americano e que esse fator deve ser levado em conta ao se considerar novos aumentos da taxa de juros do país.
Com isso, os mercados acionários estão com uma sinalização mais positiva hoje, destacando o enfraquecimento dos rendimentos do Títulos americanos após os comentários de membros do Fed.
As bolsas da Ásia fecharam o pregão desta terça-feira (dia 10) sem um direcionamento diante desse contexto de alívio das preocupações quanto a uma postura contracionista do Fed, mas com preocupações quanto ao conflito no Oriente Médio. Na China, o mercado aguarda novidades quanto a novos estímulos do governo à economia do país.
Na Europa, os principais índices de ações operam em alta na sessão de hoje, numa recuperação das perdas registradas na segunda-feira (dia 09). Destaque para os segmentos de viagens e lazer.
Aqui no Brasil, o Ibovespa futuro também registrou alta, reagindo aos comentários dos membros do Fed, o que reduziu as apostas em novos aumentos dos juros norte-americanos.
Os índices futuros em Nova York também sinalizavam abertura positiva.
As cotações da soja caíram na sessão noturna desta terça-feira (dia 10) em Chicago, com a falta de novos fundamentos no mercado, enquanto o avanço da colheita nos EUA e as preocupações com as exportações do país continuam pesando sobre os preços.
Além da safra recorde no Brasil em 2023, que abriu espaço para exportações aquecidas por um período mais longo, competindo com a oleaginosa norte-americana, questões logísticas nos EUA preocupam. O baixo nível do rio Mississipi, uma das principais rotas de escoamento de grãos no país, afeta a competitividade da soja dos EUA, assim como a seca no Canal do Panamá, que tem atrasado a passagem dos navios entre o Oceano Atlântico e o Pacífico e aumentado os custos.
O milho também recuou em Chicago nesta terça-feira (dia 10), com o avanço da colheita pesando sobre os preços do cereal.
O mercado aguarda o relatório mensal do USDA, que será divulgado nesta quinta-feira (dia 12), com apostas de um leve corte no número de produção dos EUA. Mesmo assim, a safra de milho do país caminha para um resultado robusto, com crescimento dos estoques.
No Brasil, destaca-se que a Conab divulgou seu número para a safra 2023/24, apostando em uma redução considerável da produção na segunda safra, que ficaria em 91,22 milhões de toneladas, com recuo importante de área plantada e produtividade menor.
O trigo também caiu, pressionado pelas perspectivas de oferta na Rússia. As estimativas para a safra do país estão positivas, com divulgações recentes de revisões para cima.
Além disso, o trigo da Rússia, que é o maio exportador mundial, continua muito competitivo, em meio à disponibilidade elevada.
Destaca-se que as importações de trigo pelo Egito avançaram 30% nos nove primeiros meses de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022, sendo que 80% do cereal teve origem na Rússia.
Com isso, por mais que haja preocupações com a safra em vários países, como Argentina e Austrália, a oferta russa a preços competitivos tem pesados sobre as cotações.






