A terça-feira (dia 10) foi majoritariamente positiva nos mercados financeiros ao redor do mundo, após comentários mais moderados de membros do Fed, nos EUA, e com perspectivas de estímulos econômicos na China.
Comentários de membros do Fed indicaram atenção aos rendimentos do Títulos do Tesouro norte-americano na condução da política monetária. Com isso, as apostas em novos aumentos de juros no país arrefeceram, mesmo com o mercado de trabalho continuando aquecido.
Além disso, os indicativos de estímulo econômico na China animaram os investidores. O mercado imobiliário chinês tem passado por turbulências há vários meses e o governo anunciou medidas para reduzir os juros de hipotecas. O país considera ampliar seu déficit orçamentário para ajudar a economia a atingir o crescimento oficial projetado de 5% em 2023, favorecendo projetos de infraestrutura.
Em meio a esse maior otimismo, os principais índices acionários da Europa fecharam o dia de ontem em alta e operam de forma mista nesta quarta-feira (dia 11). Novos pronunciamentos de membros do Fed são aguardados, além de dados de inflação da maior economia do mundo.
Na Ásia, o encerramento das negociações em bolsa na quarta-feira (dia 11) foi positivo, em meio à melhora da percepção de risco. Mesmo assim, o conflito no Oriente Médio continua no radar.
Nos EUA, os índices futuros sinalizam abertura positiva nas bolsas, também dando continuidade ao desempenho observado ontem.
Aqui no Brasil, o início do pregão foi de ganhos para o Ibovespa, em meio ao maior otimismo. Destaca-se a divulgação do IPCA do mês de setembro, que registrou um avanço de 0,26%, acima do registrado em agosto, em 0,23%, puxado pela alta da gasolina.
As cotações da soja oscilaram nos campos positivo e negativo na sessão noturna, com o mercado no aguardo de novidades pelo lado dos fundamentos e finalizaram em baixa.
O dado de inspeção de exportações dos EUA, divulgado ontem pelo USDA, foi bem recebido, com pouco mais de 1 milhão de toneladas embarcadas na semana encerrada em 05/10. Por outro lado, o período de colheita do país continua sazonalmente pesando sobre as cotações. Até o dia 08/10, foram colhidos 43% da safra de soja norte-americana, avanço semanal de 20 p.p. e nível acima do ano passado e da média de cinco anos para o período.
As cotações do milho oscilaram entre altas e baixas no pregão noturno desta quarta-feira (dia 11) e encerraram em leve queda.
O mercado está ajustando posições antes do relatório mensal do USDA, que será divulgado amanhã (dia 12). Não há um consenso no mercado quanto aos possíveis ajustes da produtividade da safra 2023/24 dos EUA. Há quem espere quedas mais significativas, mas também há apostas em aumentos.
Além disso, o período de colheita e aumento da disponibilidade do cereal nos EUA continua pesando sobre os preços. Até domingo (dia 08), 34% da safra norte-americana estava colhida, avanço de 11 p.p. em uma semana e acima da medida de cinco anos e do alcançado em 2022.
O trigo recuou no pregão noturno desta quinta-feira (dia 11), com a oferta importante de trigo russo, a preços competitivos pesando sobre as cotações.
As inspeções de exportação dos EUA na semana encerrada em 05/10 alcançaram 265,2 mil toneladas, em linha com o que o mercado esperava.
Já o plantio do trigo de inverno no país atingiu 57%, avanço de 17 p.p. em uma semana e em linha com a média de cinco anos para esse período.
*Devido ao feriado brasileiro nesta quinta-feira (dia 12), não será publicada a Chamada de Abertura no dia.






