Em dia de feriado nacional aqui no Brasil, na quinta-feira (dia 12), um clima de maior aversão ao risco predominou nos mercados financeiros internacionais, após a divulgação da inflação ao consumidor nos EUA.
O CPI (Consumer Price Index) avançou 0,4% em setembro, frente a agosto, e 3,7% em comparação a um ano atrás, resultados acima das expectativas, que apontavam para 0,3% e 3,6%, respectivamente. Com isso, voltaram a ganhar força as apostas de que o Fed pode subir mais uma vez os juros ainda nesse ano. Além disso, o mercado avalia por quanto tempo as taxas de juros dos EUA devem ficar em patamares mais elevados.
Apesar de não se saber ao certo quais serão os próximos passos da autoridade monetária norte-americana, a resiliência da inflação no país trouxe um clima de maior cautela, pesando sobre os principais índices acionários ao redor do mundo.
Nesta sexta-feira (dia 13), as bolsas da Ásia fecharam no vermelho, diante dessa renovação dos temores quanto aos níveis dos juros dos EUA. Na China, os dados de exportação em setembro mostraram um recuo de 6,2%, em termos monetários. Ainda no país, o CPI ficou estável em setembro, quando se esperava uma alta, o que alimentou as preocupações com pressões deflacionárias.
O clima mais pessimista também influencia as negociações nos mercados acionários europeus, que operam em queda nesta sexta-feira (dia 13).
Nos EUA, os mercados acionários aguardam a divulgação de balanços de empresas, com destaque para as do segmento financeiro.
No Brasil, o Ibovespa começou a sexta-feira (dia 12) em queda, após o feriado.
As cotações da soja deram continuidade ao movimento de alta observado após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, ontem, e encerraram o pregão noturno desta sexta-feira (dia 13) com ganhos, caminhando para a primeira semana positiva desde agosto.
O USDA trouxe um novo corte da produção norte-americana 2023/24, que caiu de 112,8 para 111,7 milhões de toneladas, com mais um ajuste negativo de produtividade. Houve um leve aumento do esmagamento projetado, enquanto a estimativa de exportação foi cortada em 1 milhão de toneladas. Além disso, com ajustes na safra 2022/23, já esperados devido ao relatório de posição trimestral dos estoques, os estoques iniciais do ciclo 2023/24 aumentaram, contribuindo para a manutenção da estimativa de estoques finais.
As cotações do milho também continuaram em alta na última sessão da semana, reagindo ao relatório mensal do USDA e a fatores técnicos.
Assim como para a soja, o Departamento cortou a produtividade da safra norte-americana 2023/24, com a produção passando de 384,4 para 382,6 milhões de toneladas. Mesmo assim, destaca-se que as perspectivas continuam apontando para um balanço de milho mais confortável no país, com os estoques finais estimados acima de 50 milhões de toneladas.
O trigo também avançou no pregão noturno desta sexta-feira (dia 13), em Chicago, dando continuidade ao movimento pós USDA e sob influência dos ganhos dos outros grãos.
O relatório trouxe uma perspectiva de produção mundial menor no ciclo 2023/24, mesmo com o ajuste positivo do número dos EUA, para 49,32 milhões de toneladas.
Destaca-se que a Bolsa de Buenos Aires cortou sua estimativa para a produção de trigo do país, passando de 16,5 para 16,2 milhões de toneladas, devido à falta de chuvas nas áreas produtoras so centro e ao norte do país.






