A semana começou com o foco do mercado voltado para as preocupações com o conflito no Oriente Médio, para a política monetária norte-americana e para a divulgação de balanços de empresas.
A possibilidade de a guerra entre o Israel e o Hamas escalar continua sendo acompanhada, com algumas operações por terra no norte da faixa de Gaza tendo sido realizadas. Por enquanto, Israel ainda não tem uma grande atuação terrestre, mas essa possibilidade está no radar.
Nos EUA, os rendimentos dos Títulos do Tesouro estão em alta firme, com o mercado passando a apostar que os juros do país ficarão em níveis elevados por mais tempo, com perspectivas de que comecem a ocorrer cortes somente a partir de meados de 2024. Para a próxima reunião do Fed, em 01/11, espera-se que haja a manutenção da taxa de juros.
A agenda local também está mais movimentada nessa semana, com perspectivas de votação na Câmara do projeto de taxação dos fundos de investimento de alta renda e aplicações no exterior. Além disso, há possibilidade de o relatório da reforma tributária ser apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Os principais índices acionários da Ásia terminaram a segunda-feira (dia 23) em baixa, diante das preocupações com a guerra, com o nível de juros nos EUA e acompanhando a divulgação de balanços de empresas. Destaca-se que o feriado em Hong Kong impactou a liquidez das negociações.
O clima mais negativo também pesa sobre as bolsas europeias na primeira sessão da semana, ressaltando a expectativa para a decisão de juros do BCE, na quinta-feira (dia 26), com apostas na estabilidade da taxa.
O Ibovespa também começou o dia em queda, assim como o Down Jones Futuro.
As cotações da soja registraram queda na primeira sessão noturna da semana, com o período de colheita nos EUA pesando sobre os preços e com as exportações brasileiras competindo com o grão norte-americano.
A soja brasileira continua bastante competitiva no mercado disponível, mesmo nesse período do ano, que sazonalmente é de predominância das exportações dos EUA. Do volume importado pelos chineses em setembro, em 7,15 milhões de toneladas, 6,88 milhões foram originados no Brasil, um aumento de 23% frente à participação brasileira no mesmo mês de 2022.
Além disso, o baixo nível do Rio Mississipi e a seca no Canal do Panamá continuam preocupando.
O milho também começou a semana no negativo, registrando leve baixa na sessão noturna desta segunda-feira (dia 23).
Além da pressão do período de colheita nos EUA, houve o registro de realização de lucros e perspectivas de chuvas no Brasil. Contudo, as preocupações com os impactos da seca no transporte hidroviário para os portos do Arco Norte permanecem, no momento de pico dos embarques do milho brasileiro.
Os preços do terminaram a sessão noturna desta segunda-feira (dia 23) em leve alta diante de preocupações com o lado da oferta.
Mesmo assim, destaca-se que foram registradas boas chuvas na Argentina nos últimos dias e há mais precipitações previstas. Na Austrália, a ocorrência de chuvas também trouxe possibilidades de alguma revisão positiva na produtividade da safra do país.
De qualquer forma, a disponibilidade e competitividade do trigo russo no mercado internacional acabam limitando as altas de preço.





