No final do dia de ontem, os mercados financeiros tiveram algum alívio com o recuo dos rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA.
De qualquer foram os próximos passados da política monetária do Fed vão ser acompanhados de perto, com perspectivas de que os juros norte-americanos sejam mantidos em patamares mais elevados por um período mais longo.
Além disso, o mercado continua monitorando o conflito no Oriente Médio e os riscos de uma escalada, com as ameaças de participação de outros agentes/países. Por enquanto, os esforços diplomáticos estão conseguindo evitar um acirramento ainda maior da guerra.
No Brasil, a votação do projeto que taxa os fundos exclusivos e as aplicações no exterior pode ocorrer hoje na Câmara, destacando que, caso aprovada, essa taxação reforça a arrecadação do governo. Com isso, a possibilidade de avanços na agenda econômica, como a reforma tributária, pode favorecer os ativos domésticos, a despeito do clima no exterior.
Na Ásia, os principais índices acionários avançaram nessa terça-feira (dia 24), numa correção após as baixas importantes nas últimas sessões. Destaque para os papéis de empresas de tecnologia. Somente a bolsa de Hong Kong encerrou em queda, na volta do feriado de ontem.
Um clima mais positivo também predomina nas bolsas da Europa, após a divulgação de dados de atividade econômica mais fracos para a Zona do Euro. Esse cenário reforçou as apostas de que o Banco Central Europeu (BCE) vai optar por manter os juros inalterados na decisão de política monetária nesta quinta-feira (dia 26). A prévia do PMI composto da Zona do Euro indicou um recuo para 46,5 em outubro.
O Ibovespa também começou o dia no terreno positivo e o Down Jones futuro está em alta.
As cotações da soja terminaram a sessão noturna desta terça-feira (dia 25) em Chicago em leve alta, mesmo com o avanço da colheita nos EUA continuando a pesar sobre os preços.
Até o dia 22/10, 76% da safra 23/24 do país estava colhida, percentual superior à média de cinco anos para o período, mas mais baixo que o registrado nessa mesma semana de 2022 e do que o mercado esperava, o que ajudou no suporte de hoje.
No Brasil, as previsões de chuva, que devem favorecer o plantio da soja, limitaram os ganhos das cotações.
O milho recuou nesta terça-feira (dia 24), com a colheita nos EUA pressionando as cotações.
Os trabalhos no campo estão 59% completos no país, superando a média de cinco anos para o período e em linha com o percentual dessa mesma semana no ano passado.
Destaca-se que as previsões de chuvas na Argentina nas próximas semana foram bem recebidas e devem favorecer o período de plantio do milho.
O trigo também registrou baixa na sessão noturna desta terça-feira (dia 24), com a inversão do dólar, após atingir o menor valor em um mês, pesando sobre as cotações.
Além de a oferta russa a preços competitivos continuar pressionando os preços do cereal ao redor do mundo, ganhos do dólar prejudicam ainda mais a competitividade do produto norte-americano. Foi reportado também que a Ucrânia exportou 700 mil toneladas pelo corredor humanitário nos últimos dois meses.
Por outro lado, os impactos do clima em importantes países produtores continuam no radar.
Nos EUA, o plantio da safra de inverno alcançou 77% do total, nível levemente abaixo da média de cinco anos e do registrado no ano passado, em 78%.





