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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Ana Luiza Lodi
SOJA: ESTÁVEL; FARELO: BAIXA; ÓLEO, MILHO E TRIGO: ALTA
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa e Ásia: misto

O grande foco do mercado financeiro nesta quarta-feira (dia 01) é o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) nos EUA, com perspectivas de que a taxa de juros do país seja mantida no intervalo entre 5,25% e 5,5% a.a. Contudo, alguma sinalização é aguardada, com apostas que ainda possa ocorrer mais algum aumento, além de se especular por quanto tempo esses patamares mais elevados serão mantidos.

Aqui no Brasil, espera-se que a taxa Selic caia 0,5 p.p., para 12,25% a.a., com o resultado da reunião de política monetária também sendo anunciada hoje.
Além disso, a temporada de balanços corporativos continua a influenciar o apetite por risco do mercado.
Os principais índices acionários da Ásia encerraram a quarta-feira (dia 01) em alta, com exceção do Hang Seng, de Hong Kong. O tom predominantemente mais positivo foi influenciado por resultados sólidos em balanços de empresas.

Na Europa, uma tendência de leves ganhos predomina nas principais bolsas da região, com as apostas na manutenção dos juros nos EUA. Destaca-se a divulgação de bons resultados e perspectivas de companhias farmacêuticas.

Aqui no Brasil, o Ibovespa Futuro começou o dia em baixa antes da decisão de política monetária o Copom.

Nos EUA, os futuros em Nova York também operavam que queda, aguardando, ainda, novos dados do mercado de trabalho do país, que poderão ter influência nos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, após a divulgação da decisão.

Soja estável

As cotações da soja encerraram a sessão noturna desta quarta-feira (dia 01) em Chicago novamente de lado, com a melhoras das previsões climáticas no Brasil e o avanço da colheita nos EUA.

A ocorrência de chuvas mais regulares em regiões produtoras brasileiras deve favorecer o plantio e o desenvolvimento das lavouras, mas o nível de precipitação nas próximas semanas será fundamental para o andamento da safra por aqui.

O período de colheita nos EUA continua sendo um fator baixista, a despeito das perspectivas de um balanço de oferta e demanda mais apertado no país.

Milho em alta

O milho terminou o pregão noturno de hoje com leves ganhos, diante da ocorrência de neve em algumas regiões dos EUA, que podem afetar a colheita e sob influência do trigo.

Mesmo com algumas preocupações climáticas, os produtores estão avançando com os trabalhos no campo e as perspectivas de uma safra norte-americana robusta e um balanço mais folgado do cereal no país acabam limitando as altas.

 

Trigo em alta

As cotações do trigo em Chicago terminaram a sessão noturna desta quarta-feira (dia 01) em alta, com perspectivas de que os preços mais baixos atraiam compradores ao mercado, impulsionando as negociações do cereal norte-americano.

Além disso, destacam-se compras chinesas de trigo de outros países, como Austrália e França, após algumas perdas em sua safra, devido ao clima. Inclusive, foram registradas recentemente compras de trigo norte-americano pela China.

Mesmo assim, a oferta russa bastante competitiva continua pesando sobre os preços.

 

TABELAS E INDICADORES
image 83200
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
image 83201
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 83202
Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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