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Chamada de Abertura

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Grãos | Chamada de Abertura
 
Ana Luiza Lodi
 
SOJA E FARELO: ALTA; ÓLEO, MILHO E TRIGO: BAIXA.
Mercado Externo – Estados Unidos, Europa e Ásia: cauteloso

Nesta terça-feira (dia 07), um clima mais cauteloso predomina nos mercados financeiros internacionais.

Passada a euforia com a possibilidade de que o Fed comece a relaxar sua política monetária mais cedo e não aumente mais os juros dos EUA, o mercado espera novas sinalizações do Banco Central norte-americano, com vários discursos de membros da instituição previstos para essa semana. Com isso, os rendimentos dos Títulos do Tesouro americano voltaram a registrar alguma alta, após o alívio na semana passada.

Na Ásia, as bolsas fecharam o dia em queda, com destaque para Seul, que acabou corrigindo parte da forte alta de ontem. Destaque para a divulgação dos dados da balança comercial chinesa em outubro, que trouxeram um aumento das importações, surpreendendo o mercado, enquanto as exportações caíram.

Na Europa, uma tendência de baixa também predomina para os principais índices acionários, com destaque para o setor de petróleo, após resultados fracos de uma grande empresa saudita terem sido divulgados. Além disso, a produção industrial da Alemanha recuou 1,4% em setembro, frente a agosto, queda acima do esperado pelo mercado.

No Brasil, o Ibovespa começou o dia no vermelho, influenciado pelo exterior, mas também reagindo à divulgação da ata da última reunião de política monetária do Copom. O documento sinalizou preocupação com a capacidade do governo no cumprimento das metas fiscais.
Em Nova York, os futuros também registram baixa, no aguardo de novas sinalizações do Fed quanto à condução da política monetária do país.

Soja em alta

As cotações da soja em Chicago registraram mais uma alta na sessão noturna desta terça-feira (dia 07), em meio a preocupações com o clima no Brasil e com importações chinesas aquecidas.

As previsões de baixos volumes de chuva nas próximas semanas em grande parte da região produtora de soja no Brasil preocupam, num momento em que plantio já está atrasado por causa das irregularidades climáticas.

Pelo lado da demanda, os dados oficiais da alfândega chinesa indicaram que o país importou 5,16 milhões de toneladas de soja em outubro, volume 25% maior que no mesmo mês do ano passado.

Milho em baixa

O milho caiu no pregão noturno desta terça-feira na CBOT, com o avanço da colheita de uma safra robustas nos EUA, e perspectivas de um balanço mais folgado no país, continuando a pesar.

O acompanhamento de safra dos USDA indicou que 81% das lavouras estavam colhidas no país até o último domingo (dia 05), percentual abaixo do registrado no ano passado, mas acima da média de cinco anos, em 77%.

Além disso, os ganhos do dólar e a baixa do petróleo também pesaram sobre as cotações do cereal.

Trigo em baixa

O trigo também caiu, diante das perspectivas mais positivas para a oferta ao redor do mundo.
Nos EUA, a atualização das condições das lavouras de inverno surpreendeu, com o percentual bom/excelente passando de 47% para 50%.

Além do mais, o registro de chuvas na Austrália e na Argentina, aliviando as condições de seca em importantes produtoras do Hemisfério Sul também pesou sobre os preços. Destaca-se, ainda, que as perspectivas para a safra de inverno da Ucrânia estão, em geral, positivas.

TABELAS E INDICADORES
image 83526
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
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Fonte: **Estimativas StoneX.
EVOLUÇÃO DOS CONTRATOS FUTUROS NA CBOT
Soja
Milho
 
Trigo

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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