Os mercados internacionais aguardam com expectativa nesta quinta-feira (dia 09) os comentários do Presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na conferência anual de pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como os comentários da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.
Nos Estados Unidos, as discussões continuam ao redor do impacto da política econômica. Enquanto os preços dos serviços e dos salários continuam mantendo a economia aquecida, com expectativas de crescimento para esse ano, justamente esse fator indica que possivelmente os juros precisarão continuar altos para conter a inflação. Há opiniões divergentes no mercado, mas a maioria delas se inclina hoje pela manutenção dos níveis atuais.
Desta forma, a recente recuperação mercados acionários globais deve-se à convicção de que já não deve haver novos aumentos das taxas de juros, apesar de as autoridades advertirem que as reduções não devem começar tão em breve. Em relação a isso, o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, disse que ainda é cedo para a redução dos custos dos empréstimos nos próximos meses. Nesta quinta-feira, a autoridade europeia indicou que o aumento do preço da energia, o enfraquecimento do euro e o aumento dos custos do trabalho são ameaças potenciais para a inflação dos preços ao consumidor, que já caiu para 2,9%, mas precisará até 2025 voltar para 2%.
Os mercados europeus registram um desempenho positivo. Na Inglaterra, Huw Pill, economista-chefe do Bank of Englad (BoE), reforçou nesta quinta-feira que não precisam aumentar ainda mais as taxas porque a política já é suficientemente restritiva. Neste sentido, os mercados do Reino Unido planejam precificar cortes nas taxas de juros de três quartos de ponto a partir de agosto do próximo ano.
Na Ásia, o clima é de maior cautela, respondendo ao relatório de que a China regressou à deflação. O sentimento negativo veio do setor de varejo devido aos fracos resultados de lucros, o que impactou a confiança dos investidores.
Finalmente, no Brasil, o IBOVESPA abriu a quinta-feira operando em alta. Entre as principais causas do movimento, se menciona a repercussão da aprovação da reforma tributária na última quarta-feira (dia 08). O resultado também foi endossado pela alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior, e os agentes esperam os discursos previstos para a tarde de hoje nos Estados Unidos.
As cotações da soja encerraram a sessão noturna dessa quinta-feira (dia 09) em leve baixa, após atingir a máxima em dois meses no dia anterior.
O mercado está no aguardo do relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado nesta tarde, às 14h (horário de Brasília), podendo trazer as últimas revisões para a safra 2023/24 dos EUA, antes da atualização de janeiro.
Pelo lado da demanda, as exportações norte-americanas estão no centro das atenções, com recentes compras de volumes importantes pela China. Na semana encerrada em 02/11, as negociações de soja da safra 2023/24 alcançaram 1,08 mil toneladas, dentro do intervalo das estimativas, que ima de 800 mil a 1,5 milhão de toneladas.
Além disso, o clima no Brasil continua no radar, com mais uma onda de calor prevista nos próximos dias.
O milho registrou leve baixa no pregão noturno desta quinta-feira (dia 09), no aguardo do relatório do USDA.
As apostas do mercado são de que o USDA possa revisar a produtividade e a produção norte-americana para cima, num momento em que já se estima uma safra robusta e um balanço mais folgado para o cereal no país.
O trigo também recuou na espera do relatório.
Mesmo assim, há perspectivas de que o Departamento possa revisar as exportações dos EUA para cima, o que seria bem-vindo, num momento de grande competição com o trigo russo.
Por outro lado, as perdas são limitadas pelas preocupações com a safra argentina, após a Bolsa de Rosário ter cortado sua estimativa de produção, mesmo com as chuvas recentes registradas






