Nos Estados Unidos, a segunda-feira (dia 13) começou com uma queda dos futuros de índice, após a recuperação nas últimas duas semanas do S&P 500. O grande evento desta semana será a publicação dos dados de inflação, que deverá mostrar se os preços ao consumidor efetivamente desaceleraram com as medidas da política monetária. Da mesma forma, os dados de vendas no varejo, que serão publicados na próxima quarta-feira (dia 15) são muito aguardados.
Neste sentido, os mercados ainda ecoam as falas de Jerome Powell na semana passada. Enquanto se esperava uma postura mais branda, o Presidente do Fed indicou que, se necessário, não hesitariam em apertar ainda mais a política monetária. A partir desta nova indicação, os traders indicaram que não esperam um corte de taxas até julho de 2024.
Por sua vez, as ações europeias subiram no começo da semana. O índice STOXX 600 teve a sua recuperação liderada pelo segmento de viagens e lazer, assim como no setor da saúde. Desta forma, o índice se recupera de seu declínio mais acentuado em um único dia nas últimas três semanas, observado no fechamento da semana passada (dia 10). A principal causa da queda foi atribuída ao discurso do Powell nos EUA.
Na Ásia espera-se uma recuperação, tendo-se iniciado a semana com os índices do Japão e da China no lado positivo. Liderados por sinais de melhoria no desempenho empresarial da Ásia, assim como por uma maior calma nas relações entre os EUA e a China, os mercados emergentes observaram as suas ações subir pela primeira em cinco dias.
Após algumas altas recentes, no Brasil, o índice IBOVESPA começou a segunda-feira (dia 13) em queda. Entre as causas no âmbito local, se encontra a publicação do Relatório Focus feito pelo Banco Central, que indicou uma alta na inflação brasileira no fechamento do ano de 2023. Além disso, a meta a ser estabelecida para o arcabouço fiscal em 2024 é aguardada. No âmbito internacional, os investidores também esperam os dados da inflação dos EUA, a serem publicados amanhã (dia 14).
A soja registrou alta no pregão noturno desta segunda-feira (dia 13), em meio a preocupações com a safra brasileira e com o recente maior interesse chinês em compras de soja norte-americana.
O plantio da safra de soja está atrasado no Brasil e as previsões indicam chuvas mais escassas nos próximos dias, em meio a uma onda de calor em vários estados do país. Já há a necessidade de replantio em algumas áreas do Mato Grosso e as preocupações com possíveis impactos negativos estão aumentando. De qualquer forma, ainda é cedo para se estimar perdas, mas o potencial produtivo pode acabar comprometido, mesmo que de maneira ainda pouco relevante.
As cotações do milho terminaram o pregão noturno desta segunda-feira (dia 13) no lado negativo, após terem caído ao menor nível em três anos na semana passada. Os preços mais baixos atraíram compradores ao mercado.
Com a revisão da safra norte-americana 2023/24, o balanço de oferta e demanda do país está numa situação de maior folga, além de a produção mundial esperada estar acima do consumo.
Por outro lado, a situação da safra da América do Sul é acompanhada de perto, com um clima muito quente e seco em grande parte do Brasil e com migração de área para a soja também na Argentina.
O trigo registrou baixa no primeiro pregão noturno da semana, com a revisão da produção russa no último relatório do USDA ainda pesando sobre os preços.
Como a Rússia é a maior produtora e exportadora de trigo do mundo e seu produto é muito competitivo, esse fator tem pesado sobre os preços ou limitado os ganhos, mesmo com perspectivas de perdas de safras em outros produtores do cereal.






