No mercado internacional, a quinta-feira (dia 16) começou com a queda nos preços do petróleo, ampliando desta forma as perdas registradas no dia anterior. Dentre as causas, está o excesso da oferta dos Estados Unidos. Segundo as últimas estatísticas da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), somente na semana passada aumentaram 3,6 milhões de barris, superando as expectativas do mercado. Desta forma, vão sendo ajustadas as estimativas da OPEP e da Agência Internacional de Energia (AIE), que conjuntamente tinham previsto um aperto na oferta no quarto trimestre.
Também era muito aguardado o encontro entre os presidentes dos EUA e da China, cujo resultado indicou promessas na melhoria nos laços. Desta forma, investidores respiram com maior alívio dado que o aumento nas tensões entre os países ameaçou o crescimento econômico global.
Nos Estados Unidos, os mercados fecharam em alta ontem, com os resultados da inflação que mostrou sinais de arrefecimento. O índice dos preços ao produtor, que registrou a maior queda desde abril de 2020. O resultado reforçou a evidência de que as pressões inflacionárias estão diminuindo em toda a economia. Segundo o relatório indicado, grande parte da queda foi devida ao recuo no custo da gasolina.
Por outro lado, o custo da mão-de-obra e de outros fatores de produção permanece elevado. As cadeias de abastecimento estão se normalizando e o gasto dos consumidores estadunidenses está se deslocando para os serviços.
Por sua vez, o índice de referência da Europa caiu na quinta-feira (dia 16), liderada pela queda nas ações do setor energético, após três dias de otimismo em relação a um possível pico no aperto da política e eventuais cortes nas taxas. Ao longo da semana, os investidores continuaram reforçando a ideia de que os bancos centrais estariam terminando o processo de aumento das taxas. No Reino Unido, a inflação ao consumidor registrou o menor nível em dois anos, fechando em 4,6% no mês de outubro.
As bolsas asiáticas terminaram o dia no vermelho. Entre as causas da queda, são indicadas as novas estatísticas chinesas que indicam a diminuição nas expectativas de crescimento no setor imobiliário chinês, principal propulsor do crescimento no país nos últimos anos. No Japão as exportações estão crescendo a um nível mais lento que o esperado devido à queda nos embarques de aço para a China.
No Brasil, o IBOVESPA iniciou a quinta-feira (16) em alta, influenciado principalmente pelo setor externo que respondeu ao decrescimento da inflação nos EUA. No radar local está a publicação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) pelo Banco Central (BCB), que deverá antecipar os dados do PIB. Diretores do BCB participam hoje das reuniões trimestrais com economistas do mercado.
As cotações da soja encerraram a sessão noturna desta quinta-feira (dia 16) em baixa em Chicago, com realização de lucros, após as altas recentes e com previsões de chuvas benéficas para o Brasil.
Mesmo assim, destaca-se que o clima quente e seco continua a predominar em vários estados brasileiros, mas, na segunda quinzena de novembro, as chuvas podem ser mais relevantes.
Destaca-se que o movimento de queda foi contrabalançado por dados de demanda, com a divulgação do esmagamento pela NOPA ontem e com os dados de vendas de exportação confirmando os maiores volumes já esperados. Na semana encerrada em 09/11, foram negociadas 3,9 milhões de toneladas da oleaginosa da safra 2023/24.
O milho também recuou no pregão noturno da CBOT, com as previsões de chuva no Brasil pesando sobre os preços.
Além disso, a colheita da enorme safra dos EUA também continua pressionando as cotações.
Por outro lado, as vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 09/11 alcançaram 1,8 milhões de toneladas para a safra 2023/24, volume cima do teto das estimativas, que iam de 900 mil a 1,55 milhão de toneladas.
O trigo em Chicago recuou ao menor valor em um mês, com preocupações com as exportações dos EUA pesando sobre os preços.
A oferta russa abundante e a preços competitivos continua atuando no lado da baixa, com as vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 09/11 ficando em apenas 176,3 mil toneladas, abaixo do piso das estimativas, entre 250 e 500 mil toneladas.






