No mercado internacional, ações e títulos estão fechando a semana em alta frente ao aumento da convicção em relação ao possível corte de taxas de juros com a inflação baixando mundialmente. Por sua vez, o petróleo teve sua quarta queda semanal.
Na América Latina, é aguardado o resultado das eleições na Argentina, cuja definição será no domingo.
Os Estados Unidos registraram em novembro um dos melhores desempenhos do ano nas bolsas, iniciando a sexta-feira (dia 17) com rendimento menor nos títulos do Tesouro e alta nos mercados de ações. A semana também se caracterizou pelo aumento do apetite pelo risco.
Os rendimentos dos títulos de dois anos caíram na Europa, apresentando os níveis mais baixos desde junho na Alemanha e no Reino Unido. Ao mesmo tempo, o pico das taxas de juros está pressionando os credores, que deverão focar esforços na redução de custos enquanto a pressão sobre as margens aumenta. Um decrescimento nas receitas é esperado.
Com exceção do Japão, as ações da Ásia-Pacífico iniciaram a sexta-feira com quedas. De toda forma, o sentimento na região é otimista após o aparente alívio das tensões entre China e Estados Unidos, cujo encontro entre presidentes ainda continua sendo muito elogiado, principalmente na imprensa chinesa.
Na Europa, as bolsas estão no lado positivo nesta sexta-feira, com destaque para os ganhos no setor de saúde. O índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro registrou desaceleração considerável, recuando para 2,9% a.a., na taxa anualizada.
No Brasil, o Ibovespa futuro começou a sexta-feira (dia 17) em baixa, com o mercado aguardando indicações do Banco Central sobre a condução da política monetária e acompanhando as questões fiscais do país. Destaca-se a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que registrou um leve recuou de 0,06% em setembro. Esse resultado ficou bem abaixo da média das expectativas do mercado, ao redor de 0,2%, mas pode ser um indicativo de arrefecimento da economia, situação que contribuiria para a continuidade dos cortes dos juros.
Apesar da queda da soja ontem e no pregão noturno desta sexta-feira (dia 17), as cotações em Chicago devem registrar ganhos semanais. As previsões de chuva no maior exportador, o Brasil, estariam aliviando as preocupações com a oferta.
No mercado físico dos Estados Unidos, a principal queda de preços foi em Indiana. A segunda maior queda foi registrada em Ohio, onde os grãos são carregados para exportação através dos Grandes Lagos. Também houve queda em Illinois, onde as barcaças fluviais são carregadas com grãos para embarque no rio Illinois em direção aos terminais de exportação do Golfo.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires atualizou as suas previsões de produção, indicando que pelas chuvas tardias, se espera que mais áreas de soja sejam plantadas em detrimento do milho. A área plantada da oleaginosa teve sua estimativa revisada para 17,3 milhões de hectares, 200 mil a mais que o número anterior.
Também em queda pela oferta abundante, os preços do milho estão oscilando em torno das mínimas em três anos. Segundo o Conselho Internacional de Grãos, espera-se agora um novo aumento de 4 milhões de toneladas para a produção global 2023/24, totalizando 1.223 milhões de toneladas.
A colheita e as vendas avançam na metade oriental do Cinturão do Milho, localizado no Meio Oeste estadunidense. A maior queda no preço foi registrada em Toledo, como diminuição de 5 centavos, enquanto em Chicago foi observada uma queda de 2 centavos em um terminal rodoviário de Ohio.
A maior queda semanal desde setembro é observada para o trigo, devido principalmente às baixas vendas nos EUA, onde se destaca a concorrência com grão russo barato.
Em contrapartida, as colheitas menores na Argentina e na Austrália forçarão os importadores asiáticos a procurar alternativas para o abastecimento nos próximos meses. Também foi reduzida a previsão de colheita na União Europeia, assim como no Brasil.






