Iniciando a última semana do mês, os investidores aguardam resultados de estatísticas oficiais que devem ser divulgadas nos próximos dias. Na agenda estão o indicador de consumo pessoal dos EUA, dados de inflação da União Europeia e estatísticas de atividade econômica na China. Também se espera a reunião da OPEP+ e um novo discurso do Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed).
Na segunda-feira (dia 27), se observa uma oscilação dos ativos nos Estados Unidos, com quedas nos contratos futuros. É esperada a divulgação dos resultados da Black Friday no setor de consumo.
Os mercados europeus começaram a semana em queda. Entre as principais causas está o recuo no setor energético, com os futuros do petróleo sendo negociados em baixa após a remarcação da reunião de OPEP+. Na agenda do dia, se esperam os comentários de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), sobre a política monetária na Zona do Euro.
Na Ásia-Pacífico os mercados abriram maioritariamente em baixa. No Japão, a inflação dos serviços atingiu seu máximo dos últimos 45 meses. Na China, os lucros industriais aumentaram 2,7% no mês de outubro em comparação ao nível de 11,9% observado em setembro. Se espera a divulgação do PMI industrial chinês na próxima quarta-feira (dia 29).
A segunda-feira (dia 27), no Brasil, iniciou com queda nos futuros do Ibovespa. O Boletim Focus de hoje trouxe uma perspectiva de inflação em 2023, em 4,53% a.a., queda em relação ao número anterior, enquanto a expectativa para o PIB também foi revisada para baixo. No radar da semana está o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), que deve ser publicado na próxima quinta-feira (dia 30).
Os futuros da soja em Chicago (CBOT) voltaram a subir no pregão noturno desta segunda-feira (dia 27), após terem caído aos menores níveis em três semanas.
Os mercados estão acompanhando as previsões de chuva para o Brasil, após o registro de boas precipitações nos últimos dias. As condições climáticas por aqui continuarão influenciando os preços, mas já são esperadas perdas de potencial produtivo, como no estado de Mato Grosso. Porém, apesar da seca, o mercado ainda continua apostando por uma safra recorde no país.
Os preços do milho mantêm comportamento mais estático, apesar de os preços mais baixos serem um atrativo para os compradores.
Notícias da região do Mar Negro indicam que na Ucrânia, cujo principal produto de exportação é o milho, a área plantada já diminuiu um quarto desde o início dos conflitos. Desta forma, os produtores sinalizam que esperam sofrer uma redução de dois dígitos na produção em 2024.
O trigo apresentava avanços após as quedas na semana anterior, com os preços mais baixos atraindo compras.
O mercado acompanha novidades da União Europeia, especialmente da França, sobre a recuperação dos níveis de exportações que estão atrasados.
De qualquer forma, a disponibilidade de trigo russo, a preços competitivos, continua limitando os ganhos do cereal.






