O mercado futuro de índices de ações nos EUA apresentou alta, indicando que os investidores estão começando a quarta-feira (dia 29) com maior apetite pelo risco, mantendo a esperança de que o Federal Reserve (Fed) esteja terminando o ciclo de aumento nas taxas de juros. Além disso, os títulos de renda fixa caminham para o melhor mês desde 2008.
As bolsas europeias também abriram em alta, lideradas pelo avanço das ações do setor automobilístico que subiram 1,5%. Desta forma, as principais subidas acionárias foram na Alemanha, onde a indústria de automóveis é uma das principais no país. Hoje (dia 29) também se espera a divulgação dos dados da inflação alemã, com uma relevância importante na Zona do Euro.
Nos mercados da Ásia-Pacífico houve uma queda, liderada pelas perdas nas ações de Hong Kong. Na China, o índice de referência apresentou seu nível mais baixo no mês. Os investidores também seguem de perto os resultados dos investimentos realizados por empresas estadunidenses no país.
O Ibovespa futuro abriu em alta no Brasil, onde as projeções macroeconômicas continuam indicando perspectivas positivas. Na sua atualização estatística, o OCDE espera um crescimento da economia brasileira num nível de 3% em 2023. Na agenda local, se espera hoje a votação no Senado para a tributação a offshores.
Os preços dos grãos de soja fecharam em alta, assim com o farelo, enquanto os preços do óleo recuaram, com o Brasil sob os holofotes.
Ainda há muita incerteza quanto ao futuro da safra brasileira, trazendo volatilidade no curto prazo. Porém, como comentado por especialistas do mercado, até o momento, as perdas ainda não representam uma ameaça para o mercado mundial da soja.
Os preços do milho estão sendo influenciados pela expectativa de que os EUA encerrem uma das maiores colheitas já registradas do grão, com fechamento em baixa na sessão desta quarta-feira (dia 29).
Pelo lado da demanda, as importações da União Europeia estão 42% abaixo do registrado no ano passado, o que fez com que alguns traders aumentem a sua posição líquida curta em alguns contratos.
Os preços do trigo continuam sendo influenciados pelos recordes da safra na Rússia, onde se espera ultrapassar 100 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo. No entanto, isso ainda poderia mudar.
O governo russo anunciou que, caso as perdas anunciadas em algumas regiões afetem os estoques, poderia haver uma leve restrição às exportações para garantir o abastecimento interno.






