A sexta-feira, primeiro dia de dezembro, se iniciou com os futuros de ações sendo negociados de forma estável ou com tendência de alta nos Estados Unidos. Os títulos do Tesouro também permanecem estáveis e o dólar caiu em comparação a outras moedas de países desenvolvidos.
Após um dos melhores novembros já registrados no S&P 500, investidores esperam fechar o ano de 2023 com ganhos. Está agendada para hoje uma declaração de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), em que se espera uma sinalização para qual será a posição da instituição sobre as taxas de juros diante do recuo da inflação nos EUA.
Ações europeias iniciaram o dia em alta, impulsadas principalmente pelas indústrias mineradoras. O otimismo continua após o encerramento de novembro como o melhor mês de resultados desde janeiro, reforçando o cenário de recuperação global em mercados acionários, sustentado pela redução dos níveis de preços na Zona do Euro. O mercado europeu iniciou dezembro indicando que espera uma redução na taxa de juros a partir de abril de 2024.
Na contramão, mercados asiáticos apresentaram queda, apesar da publicação de pesquisas privadas relacionadas à indústria manufatureira, onde é sinalizada uma recuperação das empresas industriais chinesas. Resultados do informe indicam que novas encomendas aconteceram diante de condições mais firmes do mercado, que impulsionariam as vendas. Isso ocorre um dia após dados oficiais terem indicado o contrário, dizendo que o setor manufatureiro tinha se contraído pelo segundo mês consecutivo.
O mercado brasileiro seguiu o estadunidense, abrindo em alta no índice futuro do Ibovespa no primeiro dia do mês. Vale ressaltar que o balanço de novembro/2023 registrou o seu melhor resultado desde novembro/2020. No radar estão as declarações do presidente do Fed e do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, ambos agendados para a tarde de hoje.
Os preços da soja caíram no último pregão noturno, porém, ficaram estáveis ao longo de semana. Nos Estados Unidos, pesquisas do setor privado indicam que a demanda estadunidense deve manter-se forte.
Enquanto se espera o último relatório de oferta e demanda USDA do ano, que será publicado na próxima semana, o mercado indica a possibilidade de mais um recorde quebrado, com o esmagamento interno tendo alcançado o patamar das 6 milhões de toneladas.
O preço do milho manteve tendência estável na semana, apesar da queda na sexta-feira. O Brasil está nos holofotes do mercado do grão após possíveis reduções na oferta.
Ainda é cedo para afirmar de forma concreta a real queda, mas já se espera uma diminuição na produção.
O atraso no plantio da soja tem gerado receios sobre a janela de plantio do milho safrinha e pode desestimular sua produção, que representa cerca de 75% da oferta brasileira de milho.
Os preços do trigo caíram na sexta-feira, apesar das exportações dos Estados Unidos na última semana terem sido maiores que o projetado. O USDA, no reporte, apontou que a China fez a sua maior compra de trigo estadunidense em seis semanas.
Mantendo pressão sobre o mercado, a oferta abundante do cereal russo a preços baratos continuam deixando as cotações nas mínimas dos últimos três anos.






