Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos iniciam a segunda-feira (dia 04) em declínio, acompanhados pela queda nos títulos do Tesouro. Esse movimento mostra uma retração após a robusta recuperação observada na sexta-feira, a qual ocorreu apesar do alerta do presidente do Federal Reserve (Fed), indicando que não estão com pressa para reduzir as taxas de juros. Desta forma, os mercados optaram por iniciar a semana com uma postura ainda mais cautelosa.
A desaceleração do mercado também é apontada como uma resposta ao acontecido ontem (dia 03), no Mar Vermelho. Um navio de guerra dos EUA e outros navios comerciais foram atacados, o que reacendeu as preocupações dos investidores sobre o aumento das hostilidades entre Israel e Hamas, que poderia afetar a recuperação estadunidense.
As ações europeias começaram a semana em queda devido à pressão dos preços baixos das commodities, especialmente nas áreas de mineração e energia. Desta forma, foram revertidos os ganhos significativos da semana passada, que tinham sido impulsionados pelas expectativas de cortes nas taxas de juros. Os investidores estarão atentos aos dados desta semana, como o PMI da zona euro, preços ao produtor, vendas e Produto Interno Bruto, para continuar avaliando a inflação e as perspectivas econômicas.
Os mercados da Ásia-Pacífico abriram mistos na segunda-feira (dia 04), enquanto a perspectiva para a semana é positiva. Amanhã devem ser divulgados os dados da inflação em Tóquio assim com os da Coreia do Sul, que se espera apontem para a estabilização no nível dos preços.
No Brasil, o Ibovespa apresenta queda devido às expectativas de aumento da inflação, refletindo o Relatório Focus do Banco Central, que revisou para cima as projeções para 2023 e 2024 após três semanas consecutivas de declínio. As novas projeções indicam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 4,54%, ligeiramente acima dos 4,53% do levantamento anterior. Além disso, a instituição informou que o Brasil teve um déficit nas transações correntes de US$ 230 milhões em outubro, acumulando, nos últimos 12 meses, um déficit equivalente a 1,62% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os preços dos grãos da soja caíram no pregão noturno desta segunda-feira (dia 04), porém, os valores do farelo e do óleo apresentaram resultados positivos.
A semana começa com previsão de chuvas no centro e norte do Brasil, que receberiam precipitações necessárias durante as próximas duas semanas. Isto proporcionará um alívio temporário da seca prolongada, embora sejam necessárias mais chuvas para sustentar o desenvolvimento das culturas.
Os investidores apostaram em preços mais baixos nesta segunda-feira, revertendo as posições assumidas na última sexta-feira. Possivelmente, exerceu influência a confirmação de recordes no relatório do CFTC (Commodity Futures Trading Commission). Destaca-se, também, a influência das commodities energéticas.
Os preços do trigo começaram oscilantes a semana. Com preocupações sobre o impacto das chuvas recentes na qualidade dos grãos da União Europeia. Ademais, ainda há expectativas de excesso de oferta na região do Mar Negro.





