Sem direção única no começo do dia, os futuros dos Estados Unidos acabaram apresentando mais quedas nessa quinta-feira (dia 07). A tendência flutuante do mercado de ações é atribuída à desaceleração no mercado de trabalho. O foco do mercado está nos relatórios de emprego no setor privado, que será publicado amanhã. Um resultado mais fraco seria um argumento para a diminuição das taxas de juros em 2024.
Um destaque internacional é o resultado da balança comercial da China, que diminuiu as importações em 0,6% e aumentou as exportações em 0,5%. O resultado surpreendeu, já que analistas esperavam uma queda anual de 1,1% nas exportações e um aumento de 3,3% nas importações. Ou seja, aconteceu um resultado inverso ao projetado.
Desta forma, as ações na Ásia-Pacífico caíram, respondendo ao resultado chinês e apoiadas em algumas perdas registradas em Wall Street.
As ações europeias também recuaram, seguindo o movimento global. Os investidores atuam com cautela, preocupados com uma possível recessão econômica na Alemanha, e aguardando uma nova atualização do PIB na Zona do Euro.
Na contramão dos mercados internacionais, o Ibovespa futuro operava em alta no começo do dia. O Brasil segue de perto hoje as agendas do Banco Central, cujas autoridades deverão comentar as recentes projeções com baixas na atividade econômica, assim como a apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias no Congresso.
Os preços da soja continuam subindo, o óleo se recuperou e o farelo apresentou tendência mista.
A notícia do dia é a atualização nas projeções da Conab, que diminuiu as previsões para a soja brasileira, mas ainda se espera uma colheita recorde para 2023/24. A estimativa ficou em 160,177 milhões de toneladas da oleaginosa (eram esperadas 162,42 milhões de toneladas inicialmente).
O milho também continua aumentando de preço. A Conab reduziu a produção brasileira de milho para 2023/24, pelos atrasos no plantio de soja, que provavelmente fará que se ultrapasse a janela ideal de início da safrinha. A diminuição esperada da área plantada é de 5,3%.
Os preços do trigo frearam, apesar do aumento da demanda chinesa. Análises acreditam que o país asiático precisará importar mais do previsto após perdas e baixa qualidade na produção interna.





