Mantendo a cautela, os mercados nos Estados Unidos abriram a terça-feira (dia 12) com pequenos ganhos nos futuros de ações. Por sua vez, tanto os rendimentos do Tesouro estadunidense como o dólar caíram. A conduta relutante dos traders se deve ao aguardo das decisões a serem tomadas nessa semana em relação às taxas de juros.
Na Europa, os mercados tiveram resultados mistos, também aguardando a reunião do Federal Reserve (Fed). Uma notícia de destaque foi a publicação do relatório de emprego na Grã-Bretanha, que registrou em novembro seu maior recuo em quase dois anos. A queda nas ofertas de emprego é interpretada pelo mercado como um indicador de que a inflação continuaria diminuindo. O resultado sai antes da próxima reunião do Banco da Inglaterra, que deve definir a trajetória da taxa de juros na próxima quinta-feira (dia 14).
Por sua parte, as ações na Ásia-Pacífico apresentaram ganhos, igualmente leves, como no mercado estadunidense. A Ásia também aguarda expectante as decisões dos mercados ocidentais. Uma reunião chave agendada para hoje é a de política econômica chinesa, que poderia indicar as estratégicas do país para impulsar o crescimento no ano próximo, dados os desafios de estancamento atuais.
Seguindo a maioria da tendência internacional, o índice futuro do Ibovespa abriu em alta. O resultado é associado por um maior apetite por risco antes da reunião sobre política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, assim como pelo resultado da inflação brasileira dentro do esperado.
Os preços do farelo mantêm tendência de alta, na contramão da soja e do óleo que apresentaram queda.
Uma atualização destacada foram as previsões da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) publicadas hoje. Segundo o relatório, o processamento de soja no Brasil tem previsto um aumento de 900 mil toneladas em comparação ao ano anterior (com um total de 54,5 milhões de toneladas esperadas).
A principal causa na alta do processamento é o crescimento na mistura de biodiesel, que aumentará de 12% para 13% a partir de abril de 2024.
O milho subiu, apesar das confirmações do excesso de oferta, com a notícias publicada hoje de que a China produziu uma colheita recorde, superando em 4% a produção de milho do ano anterior.
A notícia se soma a outras abundantes colheitas ao redor do mundo que se encontram pressionando os preços do cereal.
Os preços do trigo subiram.
A Rússia, como tinha sido anunciado na semana passada como uma possibilidade, proibiu oficialmente as exportações de trigo até 31 de maio de 2024, com o intuito de manter os preços no seu mercado interno.






