A semana começou (dia 18) com alta dos futuros das ações nos Estados Unidos. O mercado opera otimista, esperando conseguir avanços nos dias que antecedem ao final do ano. Assim, os três principais índices (S&P 500, Dow Jones e Nasdaq 100) registram a sétima semana consecutiva de ganhos. Uma das principais notícias do dia vem do setor do aço, onde a principal alta no pré-mercado foi de uma das maiores empresas estadunidenses que será comprada por um grupo asiático.
Os mercados europeus ficaram mistos nesta segunda-feira. Após cinco semanas consecutivas de ganhos, a freada dos principais índices foi motivada pela queda das ações nos setores automotivo e de luxo. A oscilação do índice Stoxx 600 foi causada pelos aumentos nos estoques europeus de petróleo e gás, após preocupações relacionadas ao conflito no Mar Vermelho.
Por sua vez, a maioria dos mercados asiáticos apresentaram queda hoje. A única bolsa que contrariou a tendência foi a da Coréia do Sul, onde as ações do setor de defesa lideraram os ganhos. O principal evento da semana será a reunião do Banco Central do Japão, com os mercados internacionais aguardando com expectativa a decisão que deverá manter ou não a política de taxas de juros negativas.
No Brasil, o Ibovespa abriu em alta, com a liderança da Petrobrás a da Vale. Desta forma, o mercado local continua otimista após o crescimento de 12,5% em novembro, que representou o melhor mês dos últimos três anos para o índice IBOV. Em relação às estatísticas econômicas, o relatório Focus do Banco Central indicou um recuo na projeção para a inflação (de 4,51% na semana anterior, para 4,49%), mas as estimativas para o PIB se mantêm (crescimento de 2,92% em 2023 e de 1,51% para 2024).
Os preços da soja fecharam em alta para o grão e o óleo, mas recuaram para o farelo. Motivados pelo aumento do consumo interno nos Estados Unidos, o otimismo por um maior nível nas exportações também continua, o que ajudou na subida de alguns preços em Chicago.
O preço do milho caiu no pregão noturno desta segunda-feira (dia 18). O acordo E15 anunciado pela administração Biden, em relação ao fomento para o mercado do etanol, pode ter impacto positivo nos preços, dado que a produção do biocombustível é essencial para a demanda do cereal.
Os preços do trigo tiveram forte recuo. Após uma semana em que o aumento das exportações de trigo estadunidense para China ocasionou uma redução nos contratos de posição líquida vendida, os traders aguardam por novos sinais no mercado internacional, num momento em que o trigo de inverno nos Estados Unidos recebeu chuvas que melhoraram as condições de umidade do solo.






