A quarta-feira (dia 20) começou sem direção única em Wall Street, com os futuros das ações sendo negociados em alta moderada para alguns casos e com leve queda em outros. Se observa um otimismo em relação à resiliência da economia estadunidense, sustentada principalmente pela redução da inflação, porém, se aguarda o resultado do índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), relevante para o Federal Reserve (Fed) na tomada de decisões.
O mercado imobiliário foi o que apresentou crescimento mais robusto, e o petróleo continua subindo após aumentarem os riscos de trânsito marítimo no Mar Vermelho e no Canal de Suez.
Os mercados europeus, por sua vez, apresentaram resultados mistos. Por um lado, ações do setor de telecomunicações lideraram os ganhos, e por outro, ações do setor de biotecnologia apresentaram quedas consideráveis. Na última estatística econômica da região publicada hoje, a inflação no Reino Unido desacelerou de forma mais acentuada que o esperado, tendo diminuído para 3,9% em novembro, ficando abaixo dos 4,6% de outubro. Desta forma, aumenta a pressão sobre o Banco da Inglaterra (BoE) para uma diminuição de taxas de juros em 2024, após a última decisão de manter inalterada a taxa de política monetária.
As ações na região da Ásia-Pacífico subiram, com exceção da bolsa de Shangai, após ainda repercutir positivamente aos resultados da reunião do Banco Central do Japão ontem. Os ganhos foram liderados pela bolsa Nikkei, que atingiu o máximo dos últimos 33 anos, e com exportadores aproveitando um iene japonês competitivo.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa apresenta queda, apesar das altas do petróleo e do minério de ferro, que continuam crescendo. Recuaram grandes bancos, construtoras, frigoríficos e varejistas, além de outros setores. No âmbito econômico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC–Br), que sinaliza o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou queda de 0,06% em outubro, em comparação com o mês anterior, e refletindo assim um menor crescimento. Na agenda local, é aguardada hoje a promulgação da reforma tributária.
Os preços do complexo de soja apresentaram resultados mistos. Entre os motivos que sustentam a recuperação em alguns contratos, estão as vendas de exportação nos EUA, o aumento nos preços do petróleo bruto e as preocupações com os níveis hídricos no Brasil.
O milho se recupera apresentando alta. As últimas estatísticas do mercado indicam que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos em novembro, se tornando o maior fornecedor de milho da China.
O trigo mantém a sua tendência de queda. Notícias de compras feitas pelo Egito de trigo russo, ressaltam a quantidade de oferta disponível do principal exportador mundial, que continua pressionando os preços.






