Wall Street começou a última semana do ano com alta moderada. Após a terça-feira (dia 26) ter registrado um crescimento de 0,4% da S&P500, que chegou perto do seu recorde observado em janeiro de 2022, hoje (dia 27), os futuros das ações permaneceram estáveis. Apesar de um volume menor de operações, o mercado continua confiante para o fechamento de 2023.
As ações europeias avançaram hoje, lideradas pelo setor tecnológico, de energia e as mineradoras. O crescimento de todas as bolsas na Zona do Euro, se bem cautelosos, seguem a tendência observada nos EUA, mostrando igualmente confiança para uma redução nas taxas de juros em 2024.
Seguindo o movimento internacional, as bolsas na região da Ásia-Pacífico também aderiram à alta, com Hong Kong liderando. Já na Austrália, as ações atingiram o máximo em quase dois anos, mostrando o otimismo dos investidores após a retomada das negociações após o feriado do Natal.
Em sentido contrário, o índice futuro do Ibovespa abriu hoje (dia 27) com leve baixa. Isso após registrar ontem (dia 26) um novo recorde, com uma escalada que renovou as máximas históricas, lembrando que o crescimento registrado em 2023 do índice IBOV já é de 25%. Sustentou o resultado do mercado a publicação do último relatório Focus do Banco Central, onde se espera que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche em 4,46% esse ano (frente aos 4,49% da publicação anterior). Igualmente, a previsão para a taxa de juros Selic caiu para 9% em 2024 (frente aos 9,25% anunciados no último relatório). O mercado segue de perto o anúncio feito pelo Governo, que indicou deverá enviar até amanhã para o Congresso uma alternativa para a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.
O preço da soja fechou o último pregão noturno (dia 27) em baixa.
No mercado estadunidense, as inspeções de soja para exportações caíram, segundo o USDA. Com 1,07 milhão de toneladas, se registra uma queda quando comparado aos 1,43 milhão da semana anterior, e uma diminuição ainda maior frente a 1,79 milhão de toneladas durante a mesma semana de 2022.
O milho apresentou perdas. Nos EUA, as inspeções de milho para exportação aumentaram na última semana, também segundo último relatório do USDA, subindo para 1,08 milhão de toneladas. Isso representa um avanço quando comparado às 959.852 toneladas da semana anterior.
A queda dos preços está atrelada principalmente às preocupações com a região do Mar Negro, dada a nova escalada de tensões, assim como as precipitações contínuas no sul dos EUA.
O trigo estadunidense, que se encontra hibernando, recebeu até seis vezes mais quantidade de chuvas do que o observado nos últimos dois anos, segundo as últimas atualizações do Serviço Meteorológico Nacional.






