Em Wall Street, os índices futuros de ações operam em alta nessa quinta-feira (dia 04). A recuperação ocorre após uma nova queda no fechamento de ontem (dia 03), que acendeu os alertas em relação às perspectivas para o setor tecnológico em 2024, após um 2023 onde o furor pela inteligência artificial permitiu um crescimento exponencial nas maiores empresas do segmento. Pesou nos ânimos do mercado a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), onde foi sugerido que as taxas de juros permanecerão estáveis durante algum tempo, até observar uma descida duradoura da inflação. Desta forma, esfriaram-se as expectativas de que um relaxamento da política monetária ocorrerá na próxima reunião de março.
O mercado acionário europeu também apresentou recuperação hoje. O setor de energia foi o que apresentou os melhores resultados, alavancado pela crise no Oriente Médio e no Mar Vermelho, que permitiram uma recuperação nos preços internacionais do petróleo. Foram divulgados dados em vários países da Zona do Euro, e o destaque ficou com os resultados de inflação na Alemanha e na França, que novamente subiram, e reforçaram a posição de que possivelmente o Banco Central Europeu (BCE) manterá uma política monetária restritiva pelo menos até a primeira metade do ano.
Já nos mercados da Ásia-Pacífico os resultados foram mistos. As maiores quedas foram observadas nas bolsas chinesas, que continuam sentindo o impacto das quedas nos primeiros dias do ano no setor tecnológico estadunidense. As ações no Japão também fecharam com queda na sua reabertura, após o feriado mais longo entre os mercados asiáticos ter acabado na quarta-feira. O mercado em Tokyo repercutiu o impacto do terremoto que atingiu a costa ocidental japonesa na segunda-feira passada, além das quedas no setor tecnológico estadunidense que afetaram principalmente as ações de empresas fabricantes de semicondutores e outros componentes eletrônicos.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa abriu em queda. Os setores que apresentam diminuição são os de varejo, telecomunicações e as mineradoras. Na contramão, a Petrobras abriu a sessão com ganhos, mantendo assim o resultado positivo conseguido ontem. O mercado local segue de perto hoje indicadores de atividade econômica no exterior, assim como a publicação de novas medidas anunciadas pelo Ministério da Fazendo brasileiro.
Os preços do grão e do óleo fecharam em baixa, enquanto o farelo apresentou resultado misto.
O mercado internacional segue de perto as previsões de chuvas no Brasil após cortes nas projeções da futura safra, que ainda não afetou os níveis de preços. Desta forma, as chuvas anunciadas em regiões produtoras importantes nessa semana, são esperadas para continuar definindo a trajetória produtiva atual.
O preço do milho fechou com perdas.
Nos Estados Unidos, segundo o último relatório do USDA, as inspeções de milho caíram para 569.735 toneladas na última semana, abaixo das 1,23 milhão de toneladas registradas na semana anterior. O resultado também foi inferior às 683.042 toneladas observadas na mesma semana do ano anterior.
Em queda, os preços do trigo não conseguem registrar uma recuperação.
Nas notícias climatológicas do dia, foi apontado que se esperam boas condições de umidade nas próximas duas semanas tanto na região do Mar Negro como no sul dos Estados Unidos, após tempestades de neve terem atingido o hemisfério norte. Segundo especialistas, isto beneficiará os cultivos de trigo nas regiões indicadas, mantendo as perspectivas de oferta abundante.






