A quinta-feira (dia 11) começou com oscilações nos EUA. Os tão aguardados dados de inflação dos EUA foram divulgados, indicando que o Índice de Preços ao Consumidor voltou a subir 0,3% em dezembro, o que significa que a inflação estadunidense fechou 2023 em 3,4%. A divulgação do dado era aguardada para compor as análises a respeito da futura decisão sobre a política monetária nos EUA. Lembrando que o Federal Reserve (Fed) terá a sua próxima reunião em março e os dados de emprego já tinham anunciado anteriormente que havia um risco de a inflação não continuar retrocedendo. Desta forma, as expectativas do mercado para um futuro corte nas taxas de juros possivelmente diminuirão.
Após alguns dias em território misto, os mercados europeus voltaram a subir. A subida foi liderada pelos ganhos nas ações dos setores automobilístico e de tecnologia. O mercado aguardava expectante os resultados da inflação estadunidense, uma vez que a Zona do Euro espera de dois a três cortes na taxa de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em 2024.
Os mercados asiáticos também se recuperaram. Com o Japão estendendo seu recorde, a Coreia do Sul se juntou à liderança nos ganhos. O principal motivo nos ganhos das ações coreanas foi a decisão do Banco Central em manter o nível da taxa de juros. Enquanto o índice Nikkei 225 superou seu maior nível, alcançado em fevereiro de 1990, o Banco da Coreia manteve a principal taxa de empréstimo, pela oitava vez consecutiva, num nível de 3,50%. Os índices Hang Seng de Hong Kong e CSI da China igualmente voltaram a subir, recuperando parte das perdas após ter descido para o mínimo dos últimos cinco anos.
Localmente, o índice futuro do Ibovespa (IBOV) começou o dia oscilante, porém, o índice em dólar (EWX) abriu em alta. No fechamento de ontem, o IBOV caiu mais uma vez, sem conseguir a mesma recuperação observada em Wall Street. No dado econômico do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou hoje que a inflação em 2023 fechou num nível de 4,62%. O resultado ficou um pouco acima do esperado pelo mercado, mas ficou abaixo do teto proposto pelo Banco Central do Brasil, de 4,75%.
Após alguns dias de perdas, os preços da soja se recuperaram no último pregão noturno (dia 11).
Nas atualizações do mercado, a Bolsa de Comércio de Rosário ajustou para cima sua estimativa para a safra 2023/24 de soja, que passou de 50 para 52 milhões de toneladas.
Sem conseguir recuperação, os preços do milho continuam caindo.
A Argentina também atualizou suas estimativas para o milho, que alcançaria um nível recorde de 59 milhões de toneladas para o período 2023/24, o que significa um aumento de três milhões de toneladas em comparação ao publicado no último relatório.
Em jornada negativa, os preços do trigo confirmam baixas.
Com o trigo-russo ainda dominando os mercados e puxando os preços para baixo, os futuros do trigo em Paris apresentaram quedas, atingindo novos mínimos contratuais, apesar das preocupações com o potencial de produção em 2024 que comprometeria a oferta europeia.






