A quinta-feira (dia 18) começou com os futuros das ações operando mistos nos EUA. Sem direção definida, os mercados continuam analisando as últimas atualizações do Federal Reserve. Na última publicação do Livro Bege, realizada ontem, foi indicado que a inflação aponta para uma estabilidade, sendo observdo um enfraquecimento no mercado de trabalho, e havendo perspectivas positivas para o futuro da política monetária. No entanto, a postura mais cautelosa nas últimas declarações dos diretores pesou mais nas tomadas de decisão. Com uma maior precaução em relação aos investimentos em renda variável, viu-se um movimento para compras de títulos do tesouro estadunidense, considerado um dos instrumentos mais seguros do mundo, movimento que tende a fortalecer a divisa norte-americana e pressionar ativos de maior risco.
Na Europa, os mercados se recuperaram, começando esta quinta-feira com leve alta. Após três sessões consecutivas de perdas, o índice regional Stoxx 600 subiu 0,47%, com a liderança das ações do setor de turismo.
Os mercados acionários também apresentam resultados mistos na região da Ásia-Pacífico. Na China continental, o índice CSI 300 se recuperou após ter chegado perto do mínimo dos últimos cinco anos ontem. Mas em sentido contrário, o índice Nikkei 225 caiu ligeiramente no Japão, em um movimento de estabilização, mas ainda mantendo os patamares mais altos na sua história.
Após um fechamento com perdas ontem na bolsa brasileira, o índice futuro do Ibovespa voltou a abrir em baixa hoje. As mineradoras lideraram o movimento de baixa, que também recebeu apoio dos recuos observados no setor petrolífero. Se bem algumas empresas do setor agrícola e de cosméticos foram destaque, pesaram mais os balanços negativos do setor energético.
Os preços do grão e do óleo da soja se recuperaram, em sentido contrário ao farelo, que fechou em baixa.
As expectativas em torno de um possível novo ajuste para cima na próxima safra da Argentina perderam força, dado que as chuvas previstas não estão se ocorrendo como o esperado. Sobre o Brasil, o mercado continua comparando as projeções de diferentes instituições, dado que as diferenças entre o máximo e o mínimo esperado aumentou. Com o início da colheita, os resultados ainda são variados, com uma visão mais concreta sobre o real volume brasileiro só sendo esperada com um avanço mais expressivo dos trabalhos de campo.
Ainda em baixa, os preços do milho apresentaram perdas.
Na Índia, a demanda pelo milho se fortaleceu e reduziu o nível de exportações. Com uma forte expansão nos setores avícola e de etanol, a demanda interna fez com que as exportações em dezembro passado caíssem para 30 mil toneladas, bem abaixo da faixa entre 250 e 300 mil toneladas que o país costuma exportar em um mês. Desta forma, compradores típicos do mercado indiano passaram a procurar excedente na América do Sul, o que deve se manter nos próximos meses dado o crescimento da indústria local na Índia.
Os preços do trigo fecharam mistos no último pregão noturno (dia 18).
Os Estados Unidos seguem de perto as atualizações sobre o frio extremo que atinge partes importantes de Nebraska, Kansas e Missouri. Alertas meteorológicos foram emitidos desde Montana até a Costa do Golfo, mas as capas de neve no trigo que se encontra hibernando ainda continuam protegendo a cultura das temperaturas extremas.






