A semana começa (dia 22) com os índices futuros das ações em alta nos EUA. Os mercados apostam na resiliência da economia estadunidense, assim como esperam um setor tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. Desta forma, a abertura de hoje confirma os resultados positivos alcançados na sexta-feira passada (dia 19), quando os três principais índices (S&P 500, Dow Jones e Nasdaq) fecharam com ganhos e atingindo marcas históricas.
Na Europa, a segunda-feira começou com resultados mistos, no entanto, no balanço geral, há mais bolsas apresentando resultados positivos. Seguindo a mesma tendência de Wall Street, o setor que mais apresentou ganhos foi o tecnológico, com destaque para empresas de semicondutores, seguido pelos setores automobilístico e de turismo. Na agenda semanal, os investidores aguardam com expectativa a reunião do Banco Central Europeu (BCE), agendada para a quinta-feira (dia 25), em que será anunciada a decisão sobre a política monetária na Zona do Euro.
Na região da Ásia-Pacífico, a abertura dos mercados foi igualmente mista. As atenções se voltaram para a decisão do Banco Central da China, que resolveu manter as taxas de juros inalteradas pelo quinto mês consecutivo, mantendo a taxa de empréstimos de um ano em 3,45% e a de cinco anos em 4,20%. A decisão em questão afetou o índice de Hang Seng de Hong Kong, que caiu principalmente pelas perdas nas ações imobiliárias, uma vez que a decisão foi vista como um impulso para o setor, que vem decrescendo. Os investidores também aguardam os resultados do Banco do Japão, que começou hoje a sua reunião e anunciará amanhã os resultados sobre a sua decisão em relação à política monetária.
Já no Brasil, o índice futuro do Ibovespa opera em baixa na abertura do pregão. Recuam os setores de varejo e de papel e celulose, enquanto os setores financeiro e de telecomunicações operam com oscilação. Na atualização do relatório Focus do Banco Central, os resultados indicam que se espera uma diminuição do IPCA para 3,86% em 2024 (quando comparado aos 3,87% da semana passada), mas a taxa Selic se mantêm inalterada em 9,00%, ao passo que o crescimento do PIB avançou para 1,60% (comparado aos 1,59% da semana anterior). Em relação ao crescimento, o governo anunciou que implementará novos incentivos para a indústria nacional, em um novo programa que será anunciado nos próximos dias e deverá trazer diretrizes para linhas de crédito, subsídios e investimentos para o setor.
Com resultados mistos, os preços do grão e do óleo de soja abriram em alta, enquanto as cotações do farelo recuaram.
O mercado segue de perto os avanços da safra brasileira, com acompanhamento da StoneX indicando que a colheita teria avançado para 5,1% da área cultivada.
Os preços do milho fecharam em alta no primeiro pregão noturno (dia 22) da semana.
No caso do milho safrinha, semeado após a colheita da soja, estatísticas da StoneX indicam que o plantio atingiu 4,1% da área esperada.
Os preços do trigo apresentaram resultados mistos.
Nos fundamentos do mercado na abertura da semana, se encontram principalmente sinais de uma menor demanda nos EUA, além de uma expectativa favorável para a oferta. Segundo as últimas estatísticas do USDA, desde o início da campanha de comercialização em junho do ano passado até o momento, as exportações estadunidenses atingiram 10,2 milhões de toneladas, o que indica uma queda de 9% quando comparado ao mesmo período da campanha anterior.






