Nos EUA, a sexta-feira (dia 26) começa com os índices futuros das ações em baixa. Os mercados repercutem os resultados abaixo do esperado em empresas do setor tecnológico, principalmente nos setores de chips e eletromobilidade.
Em sentido contrário, os mercados europeus se recuperam operando em alta. As ações tecnológicas também caem na Europa, porém os ganhos nos setores de bens domésticos e de luxo são maiores a ponto de puxar os índices para o campo positivo. O resultado da manutenção das taxas de juros já era esperado pelo mercado, então as expectativas se encontram ajustando após as autoridades do Banco Central Europeu (BCE) terem anunciado que o nível de política monetária permanecerá nos níveis atuais por um tempo suficientemente longo até trazer a inflação para a meta, que é de 2%.
Por sua vez, nos mercados da região de Ásia-Pacífico os resultados são mistos hoje. Em destaque, estão as perdas das ações das empresas de carros elétricos, que repercutem os resultados em empresas estadunidenses do mesmo segmento.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa abre em alta, buscando repetir nessa sexta-feira o mesmo resultado positivo de ontem. Apesar de um início instável, o fechamento na quinta-feira (dia 25) foi em leve alta, puxado principalmente pelo impulso das ações da Petrobrás após os aumentos de ontem nos preços internacionais do petróleo.
Em baixa, o complexo da soja voltou a recuar no último pregão noturno (dia 26), onde as maiores perdas foram para os preços dos grãos.
As boas perspectivas para a produção mundial incentivaram os mercados a apostar novamente em uma oferta folgada. A Bolsa de Comércio de Rosario divulgou ontem uma atualização para a soja argentina, aumentando em meio milhão de toneladas a previsão, que agora se encontra em 52,5 milhões de toneladas.
Lembrando que, para a chamada “região núcleo” argentina, que compreende o Sul de Santa Fé, o Sudeste de Córdoba e o Norte de Buenos Aires, a colheita deste ano seria cinco vezes superior aos resultados observados na quebra do ano passado. Quase a metade da soja argentina é produzida na região mencionada, que recebeu condições climáticas adequadas na safra atual.
Os preços do milho também recuaram.
As exportações de milho caíram nos EUA, segundo a atualização nos dados divulgados pela Secretaria de Agricultura (USDA). A semana, que fechou em 18 de janeiro, teve uma diminuição de 24% quando comparado a semana anterior. O México foi o maior comprador, como observado historicamente, concentrando mais de metade dos envios.
Os preços do trigo caíram, freando os resultados conseguidos nos últimos dias.
Após as preocupações pela logística no Mar Negro, a competição nos mercados da União Europeia pelo excesso de oferta entre a produção local e, assim como o preço competitivo do grão russo contra o grão estadunidense voltaram a pressionar os preços para baixo.






