Os índices futuros de ações operam mistos na denominada “super quarta” (dia 31), onde pela tarde o Federal Reserve (Fed) anunciará a sua decisão sobre a taxa de juros, e algumas das principais empresas do país anunciarão seus resultados financeiros. Uma preocupação dos investidores é o peso que as denominadas “magnificas sete” grandes empresas têm principalmente no índice S&P 500, pelo peso que elas representam no total, o que justifica a cautela com a qual operam atualmente os mercados nos EUA.
O primeiro mês do ano termina com os mercados europeus também operando mistos. O índice regional Stoxx 600 obteve um resultado levemente positivo hoje, de 0,1%, sustentado principalmente pelos resultados robustos do setor financeiro, que caminha para fechar uma sexta sessão consecutiva de ganhos.
Na região da Ásia-Pacífico os mercados apresentam resultados mistos, com bolsas chinesas no vermelho. Nos resultados de uma pesquisa divulgada hoje, foi indicado que a atividade manufatureira na China encolheu em janeiro, marcando, assim, o quarto mês consecutivo de contração. O índice CSI 300 chinês, ligado ao setor tecnológico, também teve perdas, atingindo o sexto mês consecutivo de redução. Em sentido contrário, o índice Nikkei 225 continua apresentando resultados positivos no Japão, e apresentou em janeiro um ganho superior a 8%, o melhor resultado observado desde 1998.
Já o índice futuro do Ibovespa abriu a quarta-feira operando em alta, e espera reverter o resultado negativo no fechamento de ontem. Nas perdas de ontem, a diminuição nos preços internacionais do minério de ferro e do petróleo exerceram pressão, mas hoje os resultados positivos do setor financeiro podem reverter o cenário de queda do índice IBOV.
Os preços do complexo da soja caíram, com destaque para o recuo dos grãos.
As preocupações com os níveis de demanda persistem, com foco para a desaceleração da China e as incertezas sobre o seu crescimento em 2024. Além da diminuição do consumo interno, como consequência da crise imobiliária, a redução do rebanho suíno eleva o alerta em relação ao principal comprador de soja no mundo.
Enquanto o mercado continua monitorando de perto os níveis de chuva no Brasil e na Argentina, se espera com expectativa a divulgação do USDA prevista para amanhã quanto aos níveis de esmagamento da soja nos EUA. Analistas estimam que o nível de processamento da oleaginosa quebrou um recorde em dezembro passado, o que poderia mostrar a tendência dessa indústria e a possível demanda nos próximos meses.
O preço milho fechou com nova baixa no último pregão noturno (dia 31).
Além das preocupações também com os níveis de demanda, entre as causas da queda é apontada para a pressão que vem exercendo a redução dos preços internacionais do petróleo, que competem com os preços da indústria dos biocombustíveis.
Com forte recuo, os preços do trigo apresentaram mais uma queda.
Nos EUA, analistas do Sudoeste, região importante na produção do trigo, indicam que, talvez, os preços em 2024 serão inferiores aos de 2023. Tomando como referência os preços de janeiro que está terminando, e a atual competição entre os preços do Mar Negro com a Europa, os mínimos históricos registrados recentemente em Chicago poderiam marcar a pauta para o resto do ano.






