A quinta-feira (dia 08) começou com os futuros dos índices das ações em baixa, apesar dos ganhos consistentes observados no fechamento de ontem. Uma maior cautela é observada antes da publicação das estatísticas do seguro-desemprego nos EUA, que deverão trazer novas perspectivas para o andar econômico do país.
Em recuperação, as bolsas da Europa começaram o dia com leve alta. Os resultados positivos em empresas dos setores alimentício e de consumo, contribuíram para o saldo positivo. Em contrapartida, o setor de logística continua apresentando perdas pelos conflitos que persistem no Mar Vermelho.
Sem direção definida, as bolsas na região da Ásia-Pacífico apresentam resultados mistos. Os índices na China apresentaram seu melhor resultado semanal em mais de um ano, como resposta aos estímulos dados pelo governo e antes do feriado. Pelo ano novo lunar, as bolsas permanecerão fechadas por uma semana, a partir de amanhã (sexta-feira). No Japão, o índice Nikkei subiu 2,06%, atingindo seu maior patamar em 34 anos.
No Brasil, o índice futuro do Ibovespa abriu novamente em baixa. Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o recuo se acentuou mais um pouco. Houve uma desaceleração de 0,42% em janeiro de 2024, frente ao nível de 0,56% observado em dezembro de 2023, o mercado esperava uma redução maior, para 0,34%. Segundo as últimas pesquisas do mercado, foi projetado que a inflação acumulada em 12 meses ficaria em 4,42%, mas o resultado indicou um nível de 4,51%. De qualquer forma, com a redução dos índices de preços, o mercado espera que o Banco Central continue a sua trajetória de redução das taxas de juros.
O complexo da soja apresentou resultados positivos no último pregão noturno (dia 08).
O mercado internacional faz as suas apostas em dia de divulgação do relatório WASDE (de oferta e demanda mundial) do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Segundo pesquisa da Reuters, para a safra brasileira, se espera uma nova estimativa de 153,2 milhões de toneladas (abaixo das 157 milhões de toneladas do relatório de janeiro).
Localmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também atualizou a sua projeção de safra, com novos cortes. A produção foi estimada em 149,4 milhões de toneladas, o que indica uma redução de 3,8% (comparando aos 155,27 milhões de toneladas previstos no começo de 2024).
Os preços do milho igualmente fecharam com alta.
Para a produção de milho no Brasil, os mercados internacionais esperam 124,3 milhões de toneladas (abaixo da previsão anterior de 127 milhões do USDA).
Já na estimativa da Conab, a produção total do milho foi ajustada para 113,7 milhões de toneladas (em comparação aos 117,6 milhões de toneladas do mês anterior).
Os preços do trigo continuam em queda.
Um esperado ajuste no mercado do trigo é a revisão que o USDA fará para os embarques da Rússia, que devem ter seus valores revisados para cima. Lembrando que, na campanha anterior, os envios russos tinham alcançado 47,5 milhões de toneladas, enquanto para a campanha de comercialização 2023/24, se espera que esse valor possa ultrapassar 51 milhões de toneladas.






